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Canal carótico !

O canal carótico é um túnel curvo no osso temporal que leva para dentro do crânio a artéria carótida interna, uma das principais fontes de sangue do encéfalo.

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O que é

Um canal curvo através da parte petrosa do temporal.

O que faz

Conduz a artéria carótida interna para dentro do crânio.

Relações

Conteúdo
Segmento petroso da artéria carótida interna, envolto por seu plexo simpático (carótico interno) e por um pequeno plexo venoso
Trajeto
Abertura externa na face inferior da parte petrosa, logo à frente do forame jugular; uma curta parte vertical, uma curva (joelho) e depois uma parte horizontal que segue para a frente e medialmente até a abertura interna no ápice petroso
Lateral
A orelha média e a parte óssea da tuba auditiva: a parte inferior da parede anterior da cavidade timpânica é apenas uma lâmina fina sobre a parte vertical; a cóclea fica logo atrás da curva
Acima
O gânglio trigeminal repousa sobre a parte horizontal perto do ápice, onde o teto ósseo pode ser fino ou ausente
Atrás
Forame jugular, com a veia jugular interna e os nervos IX, X e XI, separado da abertura externa por uma crista óssea

Como localizar

Não é palpável. Na face inferior de um crânio seco, sua abertura externa redonda fica logo à frente do forame jugular; de dentro da fossa média do crânio, sua abertura interna é vista no ápice petroso, ao lado do forame lacerado.

Nos exames de imagem

A TC de cortes finos da base do crânio com janela óssea mostra o canal e qualquer fratura que o cruze; a angiotomografia (angio-TC) ou a angiorressonância mostra a carótida interna petrosa quando se suspeita de dissecção ou lesão.

Correlação clínica

  • A dissecção da artéria carótida interna combina classicamente dor unilateral na cabeça ou no pescoço com síndrome de Horner parcial (pupila pequena, ptose leve, sem perda da sudorese facial)
  • Na cirurgia da fossa média e do ápice petroso, o canal é um ponto de referência essencial; um teto fino ou aberto deixa a artéria exposta sob o gânglio trigeminal
  • Uma parede fina ou deficiente entre o canal e a orelha média põe a artéria em risco na cirurgia otológica e pode causar zumbido pulsátil

Variantes anatômicas

  • Artéria carótida interna aberrante: trajeto raro pela orelha média em vez do canal, visto como massa avermelhada atrás da membrana timpânica que pode ser confundida com tumor
  • Deiscência da parede óssea entre o canal e a cavidade timpânica ou o seio esfenoidal, encontrada na TC

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Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Quais estruturas passam pelo canal carótico?

O segmento petroso da artéria carótida interna, envolto por seu plexo simpático e por um pequeno plexo venoso.

Por que a lesão da artéria carótida interna no canal carótico produz síndrome de Horner?

As fibras simpáticas do gânglio cervical superior acompanham a artéria até o músculo dilatador da pupila e a pálpebra superior.

Qual é a apresentação clássica de uma dissecção da artéria carótida interna?

Dor unilateral na cabeça ou no pescoço com síndrome de Horner parcial: pupila pequena, ptose leve e sem perda da sudorese facial.

Por que uma fratura da base do crânio que cruza o canal carótico exige exame de imagem vascular?

Ela levanta suspeita de lesão carotídea: dissecção, oclusão ou pseudoaneurisma.

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Seus nomes

Latim oficial (TA2)
canalis carotidis TA2 651
Espanhol oficial (DeCS)
Conducto carotídeo
Inglês (TA2)
Carotid canal

Fontes: Terminologia Anatomica (TA2); Anatomy, Head and Neck, Skull Foramen; Anatomy, Head and Neck: Internal Carotid Arteries.

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