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Artéria carótida interna !

A artéria carótida interna sobe para dentro do crânio e irriga a maior parte do encéfalo e o olho; seu estreitamento é uma causa importante de AVC.

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O que é

O ramo sem ramos no pescoço, que entra no crânio pelo canal carótico.

O que faz

Nutre a maior parte do encéfalo e o olho; o estreitamento aqui é uma causa importante de AVC.

Relações

Trajeto
Sobe na bainha carótica diante dos processos transversos cervicais superiores, entra no canal carótico da parte petrosa do temporal, dirige-se para a frente acima do forame lacerado, descreve uma curva em S (o sifão carotídeo) no seio cavernoso, perfura a dura-máter medialmente ao processo clinoide anterior e se divide ao lado do quiasma óptico nas artérias cerebrais anterior e média
Lateral
Veia jugular interna no pescoço, com o nervo vago atrás e entre as duas; no seio cavernoso, o nervo abducente e, na parede do seio, os nervos oculomotor, troclear, oftálmico e maxilar
Medial
Parede da faringe e, mais acima, a região da tonsila palatina; dentro do crânio, o seio esfenoidal e a hipófise na sela turca
Atrás
Longo da cabeça, o tronco simpático e o gânglio cervical superior, cujas fibras formam um plexo sobre a artéria e a acompanham para dentro do crânio
Superficial
Esternocleidomastóideo; o nervo hipoglosso e o ventre posterior do digástrico a cruzam; o processo estiloide e seus músculos a separam da artéria carótida externa

Como localizar

O pulso carotídeo é palpado na borda anterior do esternocleidomastóideo, na altura da borda superior da cartilagem tireoide, onde a carótida comum geralmente se divide (cerca de C3–C4). A carótida interna começa atrás e lateralmente à externa e não emite ramos no pescoço.

Exame físico

  • Ausculta da bifurcação em busca de sopro: pode indicar estreitamento, mas sua ausência não descarta estenose grave, por isso o ultrassom Doppler (dúplex) é o próximo passo habitual

Nos exames de imagem

Ultrassom Doppler (dúplex): geralmente posterolateral, com bulbo mais largo, sem ramos no pescoço e onda de baixa resistência com fluxo durante toda a diástole; as velocidades de pico graduam a estenose. A angio-TC ou a angiorressonância mostram as partes petrosa, cavernosa e intracraniana e o sifão.

Problemas frequentes

  • Estenose carotídea: a placa estreita a artéria perto da bifurcação; fragmentos podem se soltar e causar AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT).
  • A perda breve da visão em um olho («uma cortina») pode ser um sinal de alerta.

Como se diagnostica

Ausculta de sopro, ultrassonografia com Doppler, angiotomografia ou angiorressonância.

Tratamento

  • Antiagregantes plaquetários, estatinas e controle da pressão arterial.
  • Endarterectomia carotídea: a placa é removida por uma incisão no pescoço.
  • Angioplastia carotídea com stent por cateter em alguns pacientes.

Correlação clínica

  • A estenose perto da origem libera êmbolos; a endarterectomia ou o stent são escolhidos conforme os sintomas e o grau de estreitamento, e durante o pinçamento o encéfalo depende do círculo arterial do cérebro (polígono de Willis)
  • O AIT e a amaurose fugaz são alertas: o risco de AVC é máximo nos primeiros dias, por isso são avaliados com urgência
  • Fístula carotidocavernosa: olho pulsátil, protruso e vermelho, com sopro sobre a órbita, após traumatismo craniano ou por ruptura de aneurisma cavernoso
  • Uma carótida interna tortuosa pode ficar perto da loja tonsilar ou abaular a parede posterior da faringe, um perigo na tonsilectomia ou na drenagem de abscesso periamigdaliano
  • No seio cavernoso ela sulca o corpo do esfenoide e muitas vezes faz saliência na parede lateral do seio esfenoidal, onde o osso pode ser fino ou ausente: um risco na cirurgia endoscópica sinusal e na cirurgia hipofisária transesfenoidal

Variantes anatômicas

  • Acotovelamento, enovelamento e tortuosidade da parte cervical são comuns, sobretudo em idosos
  • A artéria trigeminal persistente, uma ligação fetal entre a carótida interna cavernosa e a artéria basilar, é a anastomose carotidobasilar persistente mais comum, embora ainda rara

Desenvolvimento

A primeira parte deriva da artéria do terceiro arco faríngeo e o restante, da parte cranial da aorta dorsal.

Doenças relacionadas

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Que ramos a artéria carótida interna emite no pescoço?

Nenhum; dentro do crânio emite as artérias oftálmica, comunicante posterior e corióidea anterior, e depois a ACA e a ACM.

O que é a amaurose fugaz e qual sua relação com a artéria carótida interna?

Uma cortina indolor sobre um olho por minutos: um AIT retiniano por êmbolos que entram na artéria oftálmica, seu primeiro ramo intracraniano.

Como a dissecção da artéria carótida interna costuma se apresentar?

Dor no pescoço, na face ou na cabeça com síndrome de Horner parcial (ptose e miose, sem alteração da sudorese); um AVC pode seguir-se horas a dias depois.

Qual nervo craniano costuma ser o primeiro afetado por um aneurisma da carótida interna cavernosa, e por quê?

O nervo abducente (VI): fica ao lado da artéria dentro do seio cavernoso.

Quais são os sinais de uma fístula carotidocavernosa?

Olho pulsátil, protruso e vermelho, com sopro sobre a órbita, após traumatismo craniano ou ruptura de aneurisma cavernoso.

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Seus nomes

Latim oficial (TA2)
carotis interna TA2 4463
Espanhol oficial (DeCS)
Arteria Carótida Interna DeCS D002343
Inglês (TA2)
Internal carotid artery

Relacionado

Fontes: Terminologia Anatomica (TA2); DeCS; Anatomy, Head and Neck: Internal Carotid Arteries; Anatomy of the Human Body (20th ed.): Surface Markings of Special Regions of the Head and Neck (Lea & Febiger (Gray's Anatomy, 1918), 1918) · adaptado, Public domain; 20.2 Blood Flow, Blood Pressure, and Resistance (OpenStax (Rice University), 2022) · adaptado, CC BY 4.0; Tratado de anatomía humana (9.ª ed.), tomo II, Libro IV, sección 2 Arterias, caps. I-III (sistema de la arteria pulmonar; aorta y ramas del cayado hasta la carótida interna).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Artéria carótida interna destacado no modelo 3D da Durgical