Candidíase vulvovaginal !
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica da vulva e da vagina, principalmente por Candida albicans; causa coceira e corrimento branco e espesso.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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O que é
Inflamação da vulva e da vagina causada por leveduras do gênero Candida, principalmente Candida albicans. Causa prurido e corrimento branco e espesso e não é considerada infecção sexualmente transmissível.
Quem afeta
Muito comum; muitas mulheres têm pelo menos um episódio na vida, e uma minoria tem episódios recorrentes. Mais comum na gravidez e em mulheres com diabetes.
Causas
- Candida albicans na maioria dos casos
- Espécies não albicans (como Candida glabrata), mais frequentes nos casos recorrentes ou resistentes ao tratamento
- Proliferação de leveduras que frequentemente fazem parte da flora normal
Fatores de risco
- Uso recente de antibióticos de amplo espectro
- Diabetes mal controlado
- Gravidez e outros estados de estrogênio elevado
- Imunossupressão, incluindo HIV e uso de corticosteroides
- Roupas justas e pouco ventiladas e umidade (frequentemente citadas)
Fisiopatologia
Uma mudança nas condições locais (menos lactobacilos, mais glicogênio ou imunidade prejudicada) permite que a Candida passe para formas invasivas de hifas. Estas provocam uma resposta inflamatória no epitélio vulvovaginal, causando prurido, vermelhidão e edema. O pH vaginal geralmente permanece normal.
Classificação
- Não complicada: esporádica, leve a moderada, por Candida albicans, em mulher saudável não grávida
- Complicada: grave, recorrente, por espécies não albicans, ou na gravidez, no diabetes ou na imunossupressão
- Recorrente: vários episódios por ano (as definições variam, três ou quatro)
Sintomas e sinais
- Prurido e ardência vulvar intensos
- Corrimento espesso, branco, em aspecto de leite coalhado, sem odor
- Dor ao urinar (disúria externa) e durante a relação sexual
- Vermelhidão, edema e às vezes fissuras da vulva
Diagnóstico
- Clínico
- Sintomas típicos com vermelhidão vulvovaginal e corrimento branco e espesso; o pH vaginal geralmente é normal (4,5 ou menos).
- Exames
- Microscopia com soro fisiológico ou hidróxido de potássio mostrando leveduras em brotamento ou pseudo-hifas; cultura (com identificação da espécie) nos casos recorrentes ou resistentes; dosagem de glicose quando recorrente.
- Imagem
- Não é necessária.
Diagnóstico diferencial
- Vaginose bacteriana
- Tricomoníase
- Dermatite de contato ou alérgica
- Líquen escleroso
- Herpes genital
Objetivo do tratamento
Aliviar os sintomas, eliminar a infecção e prevenir a recorrência controlando os fatores de risco.
Tratamento
- Clínico
- Antifúngicos azólicos tópicos ou um azólico oral em dose única nos casos não complicados.
- Clínico
- Cursos mais longos na infecção complicada, e terapia antifúngica de manutenção na doença recorrente.
- Clínico
- Na gravidez, os azólicos tópicos são preferidos aos orais.
- Estilo de vida
- Controle do diabetes e evitar antibióticos desnecessários; o tratamento dos parceiros não é rotineiro.
Complicações
- Infecção recorrente
- Fissuras vulvares e infecção bacteriana secundária
- Impacto na função sexual e na qualidade de vida
Prognóstico
Os casos não complicados respondem rapidamente ao tratamento. A doença recorrente é controlada com terapia de manutenção, mas frequentemente volta quando esta é suspensa.
Prevenção
- Bom controle do diabetes
- Evitar antibióticos desnecessários
Teste seus conhecimentos
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O que a microscopia mostra na candidíase vulvovaginal?
Leveduras em brotamento e pseudo-hifas, mais bem vistas com hidróxido de potássio.
Qual é o pH vaginal típico na candidíase?
Normal, 4,5 ou menos, ao contrário da vaginose bacteriana e da tricomoníase.
Quais antifúngicos orais são evitados na gravidez para a candidíase vulvovaginal?
Os azólicos orais; na gravidez, preferem-se os azólicos tópicos.
Quais fatores de risco predispõem à candidíase vulvovaginal?
Antibióticos, diabetes mal controlado, gravidez, estados de estrogênio elevado e imunossupressão.
Qual espécie de Candida é mais frequente na infecção recorrente ou resistente aos azólicos?
Candida glabrata e outras espécies não albicans.
Doenças relacionadas
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Vaginal Candidiasis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).
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