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Dedo em martelo !

O dedo em martelo é a ponta do dedo caída, que não estende sozinha porque o tendão da última articulação rompeu, às vezes com um fragmento ósseo.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Perda da extensão ativa da ponta do dedo na articulação interfalângica distal (IFD), causada pela ruptura do tendão extensor terminal, com ou sem fratura da base da falange distal.

Quem afeta

Uma das lesões tendíneas mais comuns da mão. É típica de esportes com bola, como vôlei, beisebol e basquete, e de acidentes cotidianos, como ao arrumar lençóis. O médio, o anular e o mínimo são os mais acometidos.

Causas

  • Flexão forçada súbita da ponta do dedo estendida (bola atingindo a ponta)
  • Impacto do dedo contra uma superfície dura
  • Laceração ou esmagamento sobre o dorso da articulação IFD
  • Hiperextensão causando avulsão óssea

Fatores de risco

  • Esportes com bola e recepção de bolas
  • Trabalho manual
  • Idade avançada (trauma menor em tendões degenerados)

Fisiopatologia

O tendão extensor terminal é a parte final do aparelho extensor e insere-se na base dorsal da falange distal. Quando ele rompe ou arranca um fragmento ósseo, o flexor profundo dos dedos fica sem oposição e a ponta cai. Nos casos crônicos, a força extensora concentra-se na articulação IFP e a placa volar ali pode distender-se, produzindo deformidade em pescoço de cisne.

Classificação

  • Martelo tendíneo (de partes moles): ruptura do tendão sem fratura
  • Martelo ósseo: fratura-avulsão da base dorsal da falange distal
  • Tipos I–IV de Doyle (fechado, aberto, abrasão profunda, tipos com fratura)
  • Martelo ósseo com subluxação volar da falange distal (instável)

Sintomas e sinais

  • Ponta do dedo caída que não pode ser estendida ativamente
  • Extensão passiva completa quando a ponta é levantada pela outra mão
  • Dor, edema e equimose no dorso da articulação IFD
  • Deformidade em pescoço de cisne nos casos crônicos não tratados

Diagnóstico

Clínico
Ponta do dedo mantida em flexão na articulação IFD, com incapacidade de estendê-la ativamente, enquanto a extensão passiva está preservada. O restante do dedo e a articulação IFP são avaliados em busca de lesão associada.
Exames
Não são necessários.
Imagem
Radiografia lateral do dedo para identificar martelo ósseo, o tamanho do fragmento e eventual subluxação volar da falange distal.

Diagnóstico diferencial

  • Dedo de jersey (avulsão do FPD: incapacidade de fletir a articulação IFD)
  • Fratura da falange distal
  • Lesão da banda central (deformidade em botoeira)
  • Luxação da articulação IFD
  • Osteoartrite da articulação IFD

Objetivo do tratamento

Restaurar a extensão ativa da ponta do dedo mantendo a articulação IFD continuamente estendida até que o tendão ou o osso cicatrize.

Tratamento

Conservador
Órtese contínua da articulação IFD em extensão (ou leve hiperextensão) por várias semanas, deixando a IFP livre; a ponta nunca deve cair durante os cuidados com a pele ou as trocas de órtese. Em geral segue-se uso noturno da órtese.
Acompanhamento
Radiografias de controle nos martelos ósseos para confirmar que a articulação permanece reduzida na órtese.
Cirúrgico
Cirurgia (fixação com fio, fixação com bloqueio de extensão ou reparo tendíneo) nas lesões abertas, subluxação volar, fragmentos grandes ou pacientes que não conseguem manter a órtese.
Reabilitação
Exercícios graduais de flexão após a imobilização.

Complicações

  • Déficit de extensão persistente (ponta caída)
  • Deformidade em pescoço de cisne
  • Lesão da pele sob a órtese
  • Rigidez ou artrose da articulação IFD
  • Deformidade da unha ou infecção no trajeto do fio após a cirurgia

Prognóstico

A maioria dos dedos em martelo fechados evolui bem com uso rigoroso da órtese, embora um pequeno déficit residual seja comum. Os resultados dependem muito da adesão: se a ponta cair durante o tratamento, a cicatrização pode retroceder.

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Qual tendão é rompido no dedo em martelo, e onde ele se insere?

O tendão extensor terminal, que se insere na base dorsal da falange distal.

Qual é o tratamento padrão de um dedo em martelo tendíneo fechado?

Órtese contínua da articulação IFD em extensão por várias semanas, deixando a articulação IFP livre.

Qual deformidade pode surgir em um dedo em martelo crônico não tratado?

Deformidade em pescoço de cisne: flexão da IFD com hiperextensão da IFP.

Qual achado radiográfico em um martelo ósseo geralmente indica tratamento cirúrgico?

A subluxação volar da falange distal, frequentemente com um fragmento de fratura grande.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Mallet Finger Injuries (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2025).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Falange distal, dedo médio destacado no modelo 3D da Durgical