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Degeneração macular relacionada à idade !

A degeneração macular relacionada à idade é o desgaste da mácula, o centro da retina, em idosos; embaça a visão central e preserva a visão lateral.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Degeneração progressiva da mácula em idosos, que afeta o epitélio pigmentar da retina, a membrana de Bruch e a coroide. Lesa a visão central, enquanto a visão periférica geralmente é mantida.

Quem afeta

Uma das principais causas de perda visual irreversível em idosos no mundo. Torna-se mais frequente com o envelhecimento das populações, inclusive na América Latina.

Causas

  • Alterações do epitélio pigmentar da retina e da membrana de Bruch relacionadas à idade
  • Suscetibilidade genética (genes da via do complemento e outros)
  • Estresse oxidativo e inflamação crônica

Fatores de risco

  • Idade acima de cerca de 55 anos
  • Tabagismo (o principal fator modificável)
  • História familiar
  • Ascendência branca
  • Doença cardiovascular, hipertensão, dislipidemia
  • Obesidade e dieta pobre em antioxidantes

Fisiopatologia

Depósitos de resíduos chamados drusas se acumulam entre o epitélio pigmentar da retina e a membrana de Bruch, prejudicando as trocas com a coroide. Na forma seca (atrófica), o epitélio e os fotorreceptores morrem lentamente. Na forma úmida (neovascular), novos vasos crescem da coroide para baixo da retina, extravasam líquido e sangram, causando perda mais rápida da visão central e cicatrização.

Classificação

  • Inicial e intermediária: drusas e alterações pigmentares
  • Tardia seca: atrofia geográfica
  • Tardia úmida: neovascular (exsudativa)

Sintomas e sinais

  • Embaçamento gradual da visão central; dificuldade para ler e reconhecer rostos
  • Linhas retas parecem onduladas (metamorfopsia)
  • Uma mancha escura ou vazia no centro da visão
  • Necessidade de mais luz; redução do contraste
  • Forma úmida: perda central mais rápida, às vezes súbita

Diagnóstico

Clínico
O exame de fundo de olho sob midríase mostra drusas, alterações pigmentares, atrofia ou hemorragia e exsudato. A tela de Amsler detecta distorção e é usada para monitoramento domiciliar.
Exames
Medida da acuidade visual. A angiofluoresceinografia ou a angiografia com indocianina verde identificam e classificam a neovascularização de coroide.
Imagem
A tomografia de coerência óptica (OCT) mostra drusas, atrofia e líquido e orienta o tratamento; a angio-OCT mostra neovasos sem contraste. A autofluorescência de fundo mapeia a atrofia.

Diagnóstico diferencial

  • Edema macular diabético
  • Coriorretinopatia serosa central
  • Buraco macular ou membrana epirretiniana
  • Distrofias maculares hereditárias
  • Neovascularização de coroide miópica
  • Catarata (quando o embaçamento é difuso)

Objetivo do tratamento

Retardar a progressão, tratar rapidamente a doença neovascular para manter a visão central e ajudar as pessoas a aproveitar ao máximo a visão que resta.

Tratamento

Estilo de vida
Parar de fumar, dieta rica em vegetais verde-escuros e peixe e controle dos fatores de risco cardiovascular.
Clínico
Suplementos de vitaminas e minerais antioxidantes de uma fórmula específica retardam a progressão na doença intermediária; não se demonstrou que previnam a doença inicial.
Clínico
DMRI úmida: injeções intravítreas repetidas de anti-VEGF, o tratamento padrão, que secam a mácula e estabilizam ou melhoram a visão.
Acompanhamento
Autoavaliação domiciliar com a tela de Amsler e revisões regulares com OCT; os intervalos das injeções são ajustados à atividade da doença.
Reabilitação
Reabilitação visual para baixa visão: lupas, iluminação, letras ampliadas e treinamento para usar a visão periférica.

Complicações

  • Cegueira legal no centro da visão
  • Hemorragia sub-retiniana e cicatriz disciforme
  • Alucinações visuais (síndrome de Charles Bonnet)
  • Quedas, depressão e perda de independência

Prognóstico

A DMRI seca geralmente progride devagar ao longo de anos. O tratamento anti-VEGF melhorou muito o prognóstico da DMRI úmida, embora muitas vezes seja necessário tratamento prolongado e ainda possa haver alguma perda visual. A visão periférica geralmente é mantida.

Prevenção

  • Não fumar
  • Alimentação saudável e controle do risco cardiovascular
  • Exames oftalmológicos regulares a partir da meia-idade, especialmente com história familiar

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O que são drusas?

Depósitos extracelulares amarelados entre o epitélio pigmentar da retina e a membrana de Bruch, a marca da DMRI inicial.

O que diferencia a DMRI úmida da seca?

A DMRI úmida tem neovascularização de coroide que extravasa e sangra; a seca mostra drusas e atrofia lenta, sem neovasos.

Qual é o tratamento padrão da DMRI neovascular?

Injeções intravítreas repetidas de anti-VEGF.

Qual teste simples detecta metamorfopsia e é usado em casa?

A tela de Amsler.

Qual é o principal fator de risco modificável da DMRI?

Tabagismo.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Macular Degeneration (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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