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Retinopatia diabética !

A retinopatia diabética é a lesão dos pequenos vasos da retina pelo diabetes de longa data; é uma das principais causas de cegueira evitável.

Atualizado 2026-10-30

Estruturas envolvidas

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O que é

Lesão dos pequenos vasos sanguíneos da retina causada pelo diabetes de longa duração. Vai de capilares com vazamento e ocluídos a novos vasos frágeis e edema macular, e é uma das principais causas de cegueira evitável em adultos em idade produtiva.

Quem afeta

Sua frequência aumenta com a duração do diabetes e com o mau controle da glicemia e da pressão arterial. Uma metanálise de 2024 para a América Latina e o Caribe estimou retinopatia em 37,3% das pessoas com diabetes tipo 2 e em 40,6% com tipo 1, com evidência muito incerta. A cobertura do rastreamento na atenção primária continua sendo um desafio.

Causas

  • Hiperglicemia crônica no diabetes tipo 1 ou tipo 2
  • Lesão microvascular: perda de pericitos, espessamento da membrana basal e oclusão capilar

Fatores de risco

  • Longa duração do diabetes
  • Mau controle glicêmico
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia
  • Doença renal do diabetes
  • Gestação (pode acelerar a progressão)

Fisiopatologia

A glicose elevada lesa os pericitos e o endotélio capilares, causando microaneurismas, vazamento e oclusão de capilares. A retina isquêmica libera fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF), que estimula novos vasos frágeis na retina, no disco e na íris. O vazamento para a mácula causa edema macular, a causa mais comum de perda visual.

Classificação

  • Não proliferativa: leve, moderada ou grave (microaneurismas, hemorragias, exsudatos duros, manchas algodonosas, ensalsichamento venoso)
  • Proliferativa: neovasos no disco ou em outros locais, hemorragia vítrea, tração
  • Edema macular diabético, com ou sem envolvimento central; pode ocorrer em qualquer estágio

Sintomas e sinais

  • Muitas vezes sem sintomas até fases avançadas
  • Turvação gradual da visão central (edema macular)
  • Moscas volantes súbitas ou perda de visão por hemorragia vítrea
  • Visão distorcida
  • Fundo de olho: microaneurismas, hemorragias puntiformes e em mancha, exsudatos duros, manchas algodonosas, neovasos

Diagnóstico

Clínico
Exame de fundo de olho sob midríase por um profissional da visão, ou retinografias lidas por avaliadores treinados ou sistemas automatizados validados. O rastreamento começa logo após o diagnóstico do diabetes tipo 2 e alguns anos após o início do tipo 1; os intervalos variam.
Exames
HbA1c, pressão arterial, lipídios e função renal orientam o risco global. A angiofluoresceinografia mostra vazamento, capilares ocluídos e neovasos.
Imagem
A tomografia de coerência óptica (OCT) mede a espessura macular e orienta o tratamento do edema. Ultrassonografia ocular quando a hemorragia vítrea oculta a retina.

Diagnóstico diferencial

  • Retinopatia hipertensiva
  • Oclusão venosa retiniana
  • Retinopatia actínica (por radiação)
  • Síndrome isquêmica ocular (doença carotídea)
  • Retinopatia falciforme

Objetivo do tratamento

Evitar a progressão e a perda visual controlando a doença sistêmica, tratando o edema macular e fechando ou fazendo regredir os neovasos antes que sangrem ou tracionem a retina.

Tratamento

Estilo de vida
Bom controle da glicemia, da pressão arterial e dos lipídios, além de não fumar; isso retarda o surgimento e a progressão da retinopatia.
Clínico
Fármacos anti-VEGF intravítreos: primeira linha no edema macular com envolvimento central e também usados na doença proliferativa. Os corticosteroides intravítreos são uma alternativa.
Procedimento
Panfotocoagulação retiniana a laser na retinopatia proliferativa: tratar a periferia isquêmica reduz o VEGF e faz os neovasos regredirem. Laser focal em alguns casos de edema macular.
Cirúrgico
Vitrectomia na hemorragia vítrea que não clareia ou no descolamento tracional da retina.
Acompanhamento
Rastreamento regular com retinografias ou exame, com maior frequência à medida que a doença avança e durante a gestação.

Complicações

  • Edema macular diabético
  • Hemorragia vítrea
  • Descolamento tracional da retina
  • Glaucoma neovascular
  • Cegueira permanente

Prognóstico

A detecção precoce e o tratamento oportuno evitam a maior parte da perda visual grave. A doença proliferativa não tratada e o edema macular com envolvimento central têm alto risco de cegueira.

Prevenção

  • Rastreamento retiniano regular para todas as pessoas com diabetes
  • Controle da glicemia, da pressão arterial e dos lipídios
  • Exame oftalmológico antes e durante a gestação em mulheres com diabetes prévio

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Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Qual é a causa mais comum de perda visual na retinopatia diabética?

O edema macular diabético, por vazamento de líquido para a retina central.

Qual achado define a retinopatia diabética proliferativa?

Neovascularização: novos vasos no disco óptico ou em outros pontos da retina, muitas vezes com hemorragia vítrea.

Qual fator de crescimento estimula a formação de neovasos e o edema macular?

O fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF), liberado pela retina isquêmica.

Qual é o tratamento a laser padrão da retinopatia proliferativa?

Panfotocoagulação da retina periférica isquêmica.

Qual exame mede a espessura macular e orienta o tratamento do edema?

Tomografia de coerência óptica (OCT).

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Diabetic Retinopathy (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023); Prevalence and incidence of diabetic retinopathy in patients with diabetes of Latin America and the Caribbean: A systematic review and meta-analysis (PloS one, 2024) · adaptado, CC BY 4.0.

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Retina destacado no modelo 3D da Durgical