Hematoma epidural !
O hematoma epidural é um sangramento entre o crânio e a membrana externa do cérebro, geralmente após fratura do crânio; pode crescer rápido e é uma emergência.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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- Artéria meníngea média
- Dura-máter
- Ptério
- Ossos temporais
- Ossos parietais
- Forame espinhoso
- Lobo temporal
- Nervo oculomotor (III)
- Mesencéfalo
O que é
Coleção de sangue entre a lâmina interna do crânio e a dura-máter, geralmente após uma fratura do crânio que rompe a artéria meníngea média. É uma emergência neurocirúrgica porque pode se expandir em poucas horas.
Quem afeta
Afeta sobretudo adultos jovens e adolescentes após acidentes de trânsito, quedas e agressões. É incomum em idosos, nos quais a dura-máter está mais firmemente aderida ao crânio. Os acidentes de motocicleta são uma causa importante na Colômbia.
Causas
- Fratura temporal ou temporoparietal do crânio que rompe a artéria meníngea média
- Sangramento venoso dos seios da dura-máter ou das veias diploicas (menos comum, mais lento; fossa posterior)
- Acidentes de trânsito, quedas, agressões, lesões esportivas
Fatores de risco
- Idade jovem
- Andar de motocicleta sem capacete
- Traumatismo craniano de alta energia
- Consumo de álcool no momento da lesão
- Terapia anticoagulante (agrava o sangramento)
Fisiopatologia
A artéria meníngea média corre em um sulco na face interna do crânio perto do ptério, onde o osso é fino. O sangue arterial descola a dura-máter do osso, formando uma coleção em forma de lente limitada pelas suturas. À medida que cresce, a pressão intracraniana aumenta e o lobo temporal pode herniar sob o tentório, comprimindo o nervo oculomotor e o mesencéfalo.
Sintomas e sinais
- Traumatismo craniano, muitas vezes com breve perda de consciência
- Intervalo lúcido: o paciente desperta e parece bem, depois piora (apenas em uma minoria dos casos)
- Cefaleia progressiva, vômitos, sonolência
- Pupila dilatada do lado do coágulo (compressão do nervo oculomotor)
- Fraqueza contralateral
- Bradicardia, hipertensão e respiração irregular tardias (resposta de Cushing)
Diagnóstico
- Clínico
- História do trauma mais exame neurológico com pontuação seriada na Escala de Coma de Glasgow e avaliação das pupilas. O intervalo lúcido é clássico, mas sua ausência não exclui o diagnóstico.
- Exames
- Coagulograma, hemograma completo, tipagem sanguínea e prova cruzada antes da cirurgia; alcoolemia e toxicologia quando a consciência está alterada.
- Imagem
- A TC de crânio sem contraste é o exame de escolha: coleção hiperdensa biconvexa (em forma de lente) que não cruza as linhas de sutura, muitas vezes com fratura sobrejacente. Densidade mista sugere sangramento ativo.
Diagnóstico diferencial
- Hematoma subdural agudo
- Contusão cerebral
- Hemorragia subaracnóidea traumática
- Hemorragia intracerebral
- Lesão axonal difusa
Objetivo do tratamento
Remover o coágulo e interromper o sangramento antes que o encéfalo hernie, protegendo vias aéreas, respiração, circulação e perfusão cerebral.
Tratamento
- Fase aguda
- Reanimação do trauma (via aérea com proteção da coluna cervical, respiração, circulação), elevação da cabeceira e prevenção de hipóxia e hipotensão; reversão da anticoagulação.
- Cirúrgico
- Craniotomia e drenagem urgentes nos hematomas grandes ou sintomáticos, sobretudo com queda do nível de consciência ou alterações pupilares.
- Fase aguda
- Medidas temporárias para a hipertensão intracraniana, como terapia hiperosmolar, enquanto se organiza a cirurgia.
- Acompanhamento
- Hematomas pequenos em pacientes alertas sem efeito de massa podem ser observados em unidade neurocirúrgica com avaliações neurológicas seriadas e TC de controle.
Complicações
- Herniação transtentorial (uncal)
- Morte
- Crises convulsivas
- Déficits neurológicos persistentes
- Infecção após a cirurgia
Prognóstico
Com reconhecimento e cirurgia precoces, o desfecho costuma ser bom, porque o encéfalo subjacente pode estar pouco lesado. O prognóstico piora com Glasgow baixo, pupilas alteradas e atraso na cirurgia.
Prevenção
- Uso de capacete em motocicletas e bicicletas
- Cintos de segurança
- Prevenção de quedas
- Medidas de segurança viária
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Qual vaso classicamente se rompe no hematoma epidural?
A artéria meníngea média, muitas vezes por fratura do osso fino no ptério.
Qual é a forma do hematoma epidural na TC e por quê?
Biconvexa (em forma de lente): a dura-máter está firmemente aderida nas suturas, por isso o sangue não consegue ultrapassá-las.
O que é o intervalo lúcido?
Um período de consciência quase normal após a lesão inicial, seguido de piora à medida que o hematoma aumenta.
Por que um hematoma epidural temporal em expansão dilata a pupila ipsilateral?
A herniação uncal comprime o nervo oculomotor, cujas fibras parassimpáticas externas contraem a pupila.
Doenças relacionadas
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Epidural Hematoma (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2025).
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