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Vestíbulo !

O vestíbulo é a câmara central da orelha interna; percebe a inclinação da cabeça e o movimento em linha reta, como num elevador ou num carro.

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O que é

A área entre os lábios menores, com o óstio da uretra na frente e o óstio da vagina atrás.

O que faz

Recebe as aberturas da uretra, da vagina e das glândulas vestibulares; a sonda urinária é passada aqui.

Relações

Na frente
A cóclea, unida ao sáculo por um ducto fino
Atrás
Os três canais semicirculares, que se abrem no vestíbulo por cinco orifícios
Lateral
A orelha média: a janela oval com a platina do estribo, e o nervo facial passando logo acima dela
Medial
O fundo do meato acústico interno, pelo qual os nervos vestibulares chegam ao utrículo e ao sáculo
Conteúdo
Perilinfa ao redor do utrículo e do sáculo membranáceos, que contêm endolinfa; o ducto endolinfático sai pelo aqueduto do vestíbulo

Como localizar

Não pode ser visto nem palpado. A partir da orelha média, fica profundamente à janela oval, acima e atrás do promontório; por isso, um instrumento que atravessa a platina do estribo na cirurgia do estribo entra nele. Fica entre a cóclea, à frente, e os canais semicirculares, atrás.

Exame físico

  • Os testes de equilíbrio à beira do leito o avaliam junto com os canais semicirculares: teste de Romberg, marcha e teste do impulso cefálico
  • Testes posicionais, como a manobra de Dix-Hallpike, procuram otocônias soltas
  • A prova calórica (água ou ar quente ou frio no canal auditivo) avalia a resposta vestibular de cada lado pelos movimentos oculares que provoca
  • Os potenciais evocados miogênicos vestibulares (VEMP) avaliam o sáculo e o utrículo num serviço de audição e equilíbrio

Nos exames de imagem

A TC de alta resolução do osso temporal mostra o vestíbulo ósseo; a RM mostra o labirinto cheio de líquido e os nervos vestibulares, o que importa quando se suspeita de schwannoma vestibular.

Problemas frequentes

  • Infecções e doenças de pele (por exemplo, líquen escleroso).
  • Cistos e abscessos da glândula de Bartholin.
  • Dor vulvar (vulvodínia).
  • Câncer de vulva (raro, principalmente em mulheres idosas).

Como se diagnostica

Exame cuidadoso; swabs ou uma pequena biópsia de pele quando necessário.

Tratamento

  • Depende da causa: medicamentos, cremes, drenagem de abscesso, cirurgia para o câncer.

Correlação clínica

  • A vertigem posicional paroxística benigna começa quando otocônias se soltam do utrículo e migram para um canal semicircular, mais frequentemente o posterior
  • A doença de Ménière está ligada ao excesso de endolinfa no labirinto membranáceo: crises de vertigem, perda auditiva, zumbido e plenitude auricular
  • A neurite vestibular inflama o nervo vestibular e causa dias de vertigem intensa sem perda auditiva
  • O aqueduto vestibular alargado é uma das malformações da orelha interna mais comuns nos exames de imagem de crianças com perda auditiva

Desenvolvimento

O vestíbulo se forma a partir da vesícula ótica, que se origina de um espessamento do ectoderma superficial (o placoide ótico) ao lado do rombencéfalo; o utrículo dá origem aos ductos semicirculares e o sáculo ao ducto coclear.

Doenças relacionadas

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Quais dois órgãos otolíticos estão no vestíbulo da orelha interna e o que percebem?

O utrículo (mácula horizontal) e o sáculo (mácula vertical); cristais de cálcio sobre suas células ciliadas os fazem perceber a gravidade e a aceleração linear.

O que fica na janela oval, na parede lateral do vestíbulo?

A platina do estribo, de modo que a pressão sonora entra na orelha interna por aqui; o nervo facial passa logo acima da janela.

Como a vertigem posicional paroxística benigna começa a partir do vestíbulo?

Otocônias se soltam do utrículo e migram para um canal semicircular, mais frequentemente o posterior.

Qual doença da orelha interna está ligada ao excesso de endolinfa e quais são suas características?

Doença de Ménière: crises de vertigem com perda auditiva, zumbido e plenitude auricular.

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Seus nomes

Latim oficial (TA2)
vestibulum TA2 6942
Espanhol oficial (DeCS)
Vestíbulo del Laberinto DeCS D014722
Inglês (TA2)
Vestibule

Relacionado

Fontes: Terminologia Anatomica (TA2); DeCS; Inner Ear Anatomy and Cochlear Physiology; Physiology, Vestibular System.

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Vestíbulo destacado no modelo 3D da Durgical