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Criptorquidia (testículo não descido) !

A criptorquidia (testículo não descido) é um testículo que não desceu para o escroto; é o defeito congênito mais comum dos genitais masculinos.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Testículo que não está no fundo do escroto e não pode ser levado até lá, porque parou ao longo do seu trajeto normal de descida ou está em posição ectópica. É a anomalia congênita mais comum da genitália masculina.

Quem afeta

É encontrada em uma pequena porcentagem dos meninos recém-nascidos a termo e é muito mais comum em prematuros. Muitos testículos descem sozinhos nos primeiros meses de vida; após cerca de seis meses, a descida espontânea é improvável.

Causas

  • Falha da fase transabdominal da descida (gubernáculo, hormônio INSL3)
  • Falha da fase inguinoescrotal, que depende dos andrógenos
  • Testículo ectópico: fora do trajeto normal (perineal, femoral, púbico)
  • Distúrbios hormonais ou genéticos e algumas síndromes
  • Testículo adquirido (ascendente), que estava no escroto e depois se retrai para cima

Fatores de risco

  • Prematuridade e baixo peso ao nascer
  • História familiar
  • Hipospádia ou outras anomalias genitais
  • Distúrbios endócrinos (hipogonadismo hipogonadotrófico, insensibilidade aos andrógenos)
  • Exposições maternas na gestação (por exemplo, tabagismo), com evidência mais fraca

Fisiopatologia

Um testículo fora do escroto fica em temperatura mais alta, o que lesa as células germinativas ao longo do tempo e prejudica a produção posterior de espermatozoides. O testículo não descido também é mais propenso ao câncer, e o processo vaginal pérvio associado predispõe a hérnia e torção.

Classificação

  • Palpável (inguinal ou supraescrotal) ou não palpável (intra-abdominal, ausente ou atrófico)
  • Unilateral ou bilateral
  • Verdadeiramente não descido, ectópico, retrátil (variante normal) ou ascendente

Sintomas e sinais

  • Escroto vazio ou pouco desenvolvido de um ou dos dois lados
  • Testículo palpado na virilha, ou não palpado
  • Possível abaulamento inguinal por hérnia associada
  • Geralmente indolor; dor súbita sugere torção

Diagnóstico

Clínico
Exame em ambiente aquecido, com a criança relaxada e em várias posições; o testículo é ordenhado para baixo a partir da virilha. Um testículo retrátil pode ser levado ao escroto e permanece ali; um testículo não descido, não.
Exames
Testículos não palpáveis bilaterais ou hipospádia associada exigem cariótipo e avaliação hormonal (por exemplo, 17-hidroxiprogesterona, gonadotrofinas, hormônio antimülleriano).
Imagem
A ultrassonografia não é recomendada de rotina antes do encaminhamento porque raramente muda a conduta. A laparoscopia diagnóstica localiza um testículo não palpável.

Diagnóstico diferencial

  • Testículo retrátil
  • Testículo ausente (anorquia ou testículo evanescente)
  • Testículo ectópico
  • Distúrbio da diferenciação sexual
  • Hérnia inguinal ou hidrocele do funículo

Objetivo do tratamento

Colocar o testículo no escroto precocemente para proteger a fertilidade, facilitar a detecção de câncer e prevenir torção e hérnia.

Tratamento

Acompanhamento
Observação da descida espontânea nos primeiros meses, com encaminhamento à cirurgia pediátrica ou à urologia se o testículo não tiver descido por volta dos seis meses.
Cirúrgico
Orquidopexia, idealmente entre o primeiro ano e os dezoito meses de vida (o momento varia entre diretrizes). Via inguinal ou escrotal para testículos palpáveis; orquidopexia laparoscópica, às vezes em dois tempos, para testículos intra-abdominais.
Cirúrgico
Orquiectomia para testículo atrófico ou inviável, ou em alguns casos pós-puberais.
Clínico
A terapia hormonal não é recomendada de rotina pelas principais diretrizes porque as taxas de sucesso são baixas.

Complicações

  • Redução da fertilidade, sobretudo quando bilateral
  • Maior risco de câncer de testículo
  • Torção testicular
  • Hérnia inguinal
  • Atrofia testicular, inclusive após a cirurgia
  • Impacto psicológico do escroto vazio

Prognóstico

A orquidopexia precoce geralmente posiciona bem o testículo e melhora as perspectivas de fertilidade; os resultados são melhores nos testículos unilaterais e palpáveis. O risco de câncer diminui, mas não é eliminado, por isso o autoexame é incentivado mais tarde na vida.

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Como se distingue um testículo retrátil de um testículo não descido?

O testículo retrátil pode ser levado ao escroto e permanece ali; o testículo não descido, não.

Até que idade a orquidopexia é geralmente recomendada?

Entre o primeiro ano e os dezoito meses de vida; o momento varia ligeiramente entre as diretrizes.

Que achado em um recém-nascido exige avaliação urgente de distúrbio da diferenciação sexual?

Testículos não palpáveis bilaterais, sobretudo com hipospádia, para excluir hiperplasia adrenal congênita.

A ultrassonografia é recomendada de rotina antes do encaminhamento de um testículo não descido?

Não. Raramente muda a conduta; a laparoscopia é usada para encontrar um testículo não palpável.

Quais dois riscos a longo prazo estão aumentados na criptorquidia?

Infertilidade e câncer de testículo.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Cryptorchidism (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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