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Câncer de testículo !

O câncer de testículo costuma ser sentido como um nódulo indolor no testículo; afeta sobretudo homens jovens e é muito curável mesmo quando se espalhou.

Atualizado 2026-10-30

Estruturas envolvidas

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O que é

Tumor maligno do testículo, mais frequentemente um tumor de células germinativas (seminoma ou não seminoma). Geralmente se apresenta como nódulo indolor e é altamente curável mesmo quando disseminado.

Quem afeta

É o câncer sólido mais comum em homens de cerca de 15 a 35 anos, embora raro no geral, e a incidência aumentou em muitos países. Na Colômbia, a mortalidade por câncer de testículo aumentou 1,8% ao ano de 1997 a 2019 (4,3% ao ano entre 15 e 29 anos). O diagnóstico tardio continua sendo um desafio em partes da América Latina.

Causas

  • Tumores de células germinativas (a grande maioria): seminoma e não seminomas (carcinoma embrionário, tumor do saco vitelino, coriocarcinoma, teratoma, mistos)
  • A maioria dos tumores de células germinativas surge da neoplasia de células germinativas in situ
  • Tumores dos cordões sexuais e do estroma (células de Leydig, células de Sertoli)
  • Linfoma do testículo, sobretudo em homens mais velhos

Fatores de risco

  • Criptorquidia (testículo não descido), incluindo o testículo contralateral
  • Câncer de testículo prévio
  • Câncer de testículo no pai ou em irmão
  • Infertilidade ou disgenesia testicular
  • Síndrome de Klinefelter (sobretudo tumores de células germinativas mediastinais)
  • Infecção pelo HIV

Fisiopatologia

A neoplasia de células germinativas in situ se desenvolve a partir de células germinativas fetais e progride para tumor invasivo; o ganho do cromossomo 12p é característico. A disseminação é linfática, ao longo dos vasos testiculares, para os linfonodos retroperitoneais (para-aórticos), e depois hematogênica, sobretudo para os pulmões. Alguns tumores secretam AFP ou hCG.

Classificação

  • Seminoma ou tumor de células germinativas não seminomatoso
  • Estadiamento TNM com uma categoria S para os marcadores tumorais séricos
  • Estádios I (apenas testículo), II (linfonodos retroperitoneais) e III (disseminação à distância ou marcadores muito elevados)
  • Grupos de risco prognóstico para doença metastática (bom, intermediário, ruim)

Sintomas e sinais

  • Nódulo firme e indolor ou aumento de um testículo
  • Sensação de peso ou dor surda no escroto ou no baixo ventre
  • Dor súbita em alguns casos, por sangramento ou infarto no tumor
  • Ginecomastia ou sensibilidade mamária (tumores secretores de hCG)
  • Dor lombar ou no flanco por linfonodos retroperitoneais
  • Tosse, dispneia ou hemoptise por metástases pulmonares

Diagnóstico

Clínico
Exame de ambos os testículos, do abdome, dos linfonodos supraclaviculares e das mamas. Qualquer massa intratesticular sólida é tratada como câncer até prova em contrário.
Exames
AFP, beta-hCG e LDH séricos antes e depois da orquiectomia; ajudam a diagnosticar, estadiar e acompanhar a doença. O seminoma puro não eleva a AFP. Oferecem-se espermograma e criopreservação de sêmen.
Imagem
A ultrassonografia escrotal é o exame de primeira linha e mostra uma massa intratesticular hipoecoica. A TC de tórax, abdome e pelve estadia a doença; imagem do encéfalo quando indicada.

Diagnóstico diferencial

  • Epididimite ou orquite
  • Hidrocele
  • Espermatocele ou cisto do epidídimo
  • Torção testicular
  • Varicocele
  • Hematoma testicular após traumatismo

Objetivo do tratamento

Remover o tumor primário, estadiar a doença e curá-la com a menor toxicidade a longo prazo, preservando a fertilidade e a função hormonal sempre que possível.

Tratamento

Cirúrgico
Orquiectomia radical inguinal com ligadura alta do funículo espermático; evitam-se a via escrotal e a biópsia. Pode ser oferecida uma prótese testicular.
Acompanhamento
Vigilância ativa para muitos pacientes com doença em estádio I, com marcadores e exames de imagem em intervalos definidos.
Clínico
Quimioterapia combinada à base de platina para doença metastática ou de alto risco.
Procedimento
Radioterapia dos linfonodos retroperitoneais em seminomas selecionados, que são muito radiossensíveis.
Cirúrgico
Linfadenectomia retroperitoneal em não seminomas selecionados ou para massas residuais após quimioterapia.

Complicações

  • Disseminação metastática (retroperitônio, pulmões, fígado, encéfalo)
  • Infertilidade, pela doença ou pelo tratamento
  • Hipogonadismo
  • Efeitos tardios da quimioterapia e da radioterapia: doença cardiovascular, segundas neoplasias, perda auditiva, neuropatia, lesão renal
  • Ejaculação retrógrada após linfadenectomia

Prognóstico

É um dos cânceres sólidos mais curáveis: a sobrevida é muito alta nos estádios iniciais e continua alta na maioria dos casos metastáticos. O seguimento a longo prazo vigia recidivas e efeitos tardios do tratamento.

Prevenção

  • Orquidopexia precoce para testículos não descidos (reduz o risco e facilita o exame)
  • Atenção a alterações testiculares; o rastreamento de rotina em homens sem sintomas não é recomendado por várias diretrizes

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Que marcador tumoral sérico nunca se eleva no seminoma puro?

A alfafetoproteína (AFP). Uma AFP elevada indica componente não seminomatoso.

Por que o câncer de testículo é removido por incisão inguinal, e não escrotal?

A via escrotal pode alterar a drenagem linfática e semear o tumor; o funículo é ligado alto, pelo canal inguinal.

Para quais linfonodos o câncer de testículo se dissemina primeiro?

Para os linfonodos retroperitoneais (para-aórticos), seguindo os vasos testiculares, e não para os linfonodos inguinais.

Qual é o fator de risco bem estabelecido mais forte para o câncer de testículo?

A criptorquidia, que também aumenta o risco no testículo contralateral.

Por que o câncer de testículo pode causar ginecomastia?

Alguns tumores secretam hCG, que estimula a produção de estrogênio.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Testicular Cancer (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023); Testicular cancer mortality in Latin America and the Caribbean: trend analysis from 1997 to 2019 (BMC cancer, 2023) · adaptado, CC BY 4.0.

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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