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Faringite estreptocócica !

A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana da garganta e das amígdalas; causa dor de garganta e febre, e tratá-la previne a febre reumática.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Infecção aguda da faringe e das tonsilas palatinas pelo estreptococo do grupo A (Streptococcus pyogenes). Causa uma minoria das dores de garganta, sobretudo em crianças em idade escolar, e é tratada principalmente para prevenir a febre reumática.

Quem afeta

Mais comum em crianças de cerca de 5 a 15 anos e incomum abaixo dos 3. A febre reumática aguda e a cardiopatia reumática ainda ocorrem na América Latina, o que mantém importantes o diagnóstico e o tratamento completo na Colômbia.

Causas

  • Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes)
  • Transmitido por gotículas respiratórias e contato próximo

Fatores de risco

  • Idade escolar (cerca de 5–15 anos)
  • Aglomeração: escolas, domicílios, quartéis
  • Contato com uma pessoa com faringite estreptocócica
  • Meses mais frios em climas temperados

Fisiopatologia

As bactérias aderem à mucosa da faringe e às tonsilas, causando inflamação aguda com exsudato e linfonodos regionais dolorosos. Algumas cepas liberam toxinas que causam o exantema da escarlatina. Anticorpos contra antígenos estreptocócicos podem ter reação cruzada com tecidos do coração, das articulações e do cérebro, o que explica a febre reumática.

Sintomas e sinais

  • Dor de garganta súbita e dor ao engolir
  • Febre
  • Tonsilas vermelhas e aumentadas com exsudato branco
  • Linfonodos cervicais anteriores aumentados e dolorosos
  • Petéquias no palato, cefaleia; dor abdominal e vômitos em crianças
  • Geralmente sem tosse, coriza ou rouquidão
  • Exantema áspero como lixa e língua em framboesa na escarlatina

Diagnóstico

Clínico
Os achados clínicos isolados não a confirmam. O escore de Centor (febre, exsudato tonsilar, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, ausência de tosse) e a modificação de McIsaac (que acrescenta a idade) estimam a probabilidade e selecionam quem deve ser testado. Os pontos de corte variam entre as diretrizes.
Exames
Teste rápido de detecção de antígeno em swab de orofaringe; em crianças, um teste rápido negativo geralmente é seguido de cultura de orofaringe. Os títulos de antiestreptolisina O mostram infecção passada, não faringite aguda.
Imagem
Desnecessária. TC do pescoço com contraste se houver suspeita de abscesso periamigdaliano ou cervical profundo e o diagnóstico não estiver claro.

Diagnóstico diferencial

  • Faringite viral (adenovírus, outros vírus respiratórios)
  • Mononucleose infecciosa (vírus Epstein–Barr)
  • Abscesso periamigdaliano
  • Epiglotite
  • Difteria (em pessoas não vacinadas)
  • Infecção aguda pelo HIV ou faringite gonocócica

Objetivo do tratamento

Prevenir a febre reumática aguda e as complicações supurativas, abreviar os sintomas e reduzir a transmissão.

Tratamento

Clínico
Penicilinas (penicilina oral ou aminopenicilina por um curso completo, ou uma única injeção intramuscular de penicilina benzatina), a primeira escolha: o estreptococo do grupo A continua sensível à penicilina.
Clínico
Na alergia à penicilina: cefalosporinas de primeira geração se a alergia não for do tipo imediato; caso contrário, macrolídeos ou lincosamidas, considerando que há resistência aos macrolídeos.
Clínico
Analgésicos e antipiréticos (classe do paracetamol, AINEs) para dor e febre.
Cirúrgico
A tonsilectomia é considerada para tonsilite recorrente frequente e bem documentada ou após um abscesso periamigdaliano.

Complicações

  • Abscesso periamigdaliano ou retrofaríngeo
  • Linfadenite cervical, otite média, sinusite
  • Febre reumática aguda e cardiopatia reumática
  • Glomerulonefrite pós-estreptocócica (não prevenida pelos antibióticos)
  • Escarlatina, síndrome do choque tóxico estreptocócico (rara)

Prognóstico

Geralmente cede em cerca de uma semana, um pouco mais rápido com antibióticos. O tratamento correto reduz muito o risco de febre reumática; são as infecções repetidas não tratadas que levam à cardiopatia reumática.

Prevenção

  • Diagnóstico rápido e curso completo de antibiótico
  • Higiene das mãos e cobrir a boca ao tossir
  • Ficar fora da escola até cerca de um dia após o início do tratamento, como recomendam muitas diretrizes
  • Profilaxia secundária com penicilina após a febre reumática

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Quais são os quatro critérios do escore de Centor?

Febre, exsudato ou aumento tonsilar, linfonodos cervicais anteriores dolorosos e ausência de tosse. McIsaac acrescenta um ajuste pela idade.

Qual é o principal motivo para tratar a faringite estreptocócica com antibióticos?

Prevenir a febre reumática aguda e sua consequência a longo prazo, a cardiopatia reumática.

Qual teste confirma a faringite estreptocócica do grupo A no ponto de atendimento?

O teste rápido de detecção de antígeno em swab de orofaringe; um resultado negativo em criança geralmente é verificado com cultura de orofaringe.

Qual complicação não supurativa não é prevenida pelo tratamento antibiótico?

A glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Quais sinais sugerem um abscesso periamigdaliano?

Trismo, voz abafada («de batata quente»), palato mole abaulado e úvula desviada para o lado oposto.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Streptococcal Pharyngitis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2025).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Tonsilas palatinas destacado no modelo 3D da Durgical