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Hérnia umbilical !

A hérnia umbilical é um abaulamento no umbigo ou ao lado dele, onde gordura ou intestino passa pelo anel umbilical; é comum em bebês e adultos.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Protrusão de gordura ou intestino através de um defeito no anel umbilical ou junto a ele. Em lactentes, é uma falha congênita do fechamento do anel; em adultos, geralmente é adquirida.

Quem afeta

Muito comum em lactentes, especialmente prematuros e de baixo peso ao nascer. Em adultos, está ligada ao aumento da pressão abdominal (obesidade, gestação, ascite) e é mais comum em mulheres e em pessoas com cirrose.

Causas

  • Lactentes: fechamento incompleto do anel umbilical após a queda do coto
  • Adultos: enfraquecimento da linha alba ao redor do umbigo (muitas vezes chamada hérnia paraumbilical)
  • Aumento crônico da pressão intra-abdominal

Fatores de risco

  • Prematuridade e baixo peso ao nascer
  • Obesidade
  • Gestação e multiparidade
  • Ascite, especialmente na cirrose
  • Tosse crônica, constipação, levantamento de peso; diálise peritoneal
  • Diástase dos músculos retos

Fisiopatologia

O anel umbilical é um ponto fraco natural por onde os vasos umbilicais atravessavam a linha alba. Se permanece aberto ou se distende, gordura pré-peritoneal, omento ou intestino podem passar por ele. Em adultos, um colo estreito pode aprisionar o conteúdo, interrompendo sua irrigação sanguínea.

Classificação

  • Congênita (infantil) vs adquirida (do adulto, muitas vezes paraumbilical)
  • Redutível, encarcerada (irredutível) ou estrangulada
  • Pela largura do defeito (pequeno, médio, grande); a European Hernia Society classifica assim as hérnias ventrais primárias

Sintomas e sinais

  • Abaulamento mole no umbigo que aumenta com choro, tosse ou esforço
  • Lactentes: geralmente indolor e redutível
  • Adultos: desconforto ou dor, pior com o esforço
  • Pele adelgaçada ou descorada sobre hérnias grandes na ascite

Diagnóstico

Clínico
Inspeção e palpação do umbigo em repouso e com tosse ou esforço; tamanho do defeito, redutibilidade e dor à palpação.
Exames
Em geral nenhum na hérnia não complicada. Hemograma, lactato e eletrólitos se houver suspeita de estrangulamento; provas de função hepática e coagulação em pacientes com cirrose antes da cirurgia.
Imagem
Ultrassonografia se o diagnóstico for incerto ou o paciente for obeso. TC se houver suspeita de estrangulamento ou para planejar o reparo de hérnia grande ou recidivada.

Diagnóstico diferencial

  • Diástase dos músculos retos
  • Hérnia epigástrica ou incisional
  • Granuloma umbilical ou úraco pérvio (lactentes)
  • Metástase umbilical (nódulo da Irmã Maria José)
  • Lipoma ou abscesso da parede abdominal

Objetivo do tratamento

Em lactentes, dar tempo para o fechamento espontâneo e operar apenas se persistir ou complicar. Em adultos, aliviar os sintomas e prevenir o encarceramento com um reparo duradouro e de baixa recidiva.

Tratamento

Acompanhamento
Lactentes: observação, porque a maioria fecha sozinha nos primeiros anos de vida. Faixas ou moedas sobre o umbigo não ajudam e podem irritar a pele.
Cirúrgico
Crianças: correção se a hérnia persistir até a idade escolar, for grande ou encarcerar; os critérios de momento variam entre as diretrizes.
Cirúrgico
Adultos: sutura primária para defeitos muito pequenos; a tela (aberta ou laparoscópica) é geralmente preferida nos maiores, porque reduz a recidiva.
Fase aguda
Hérnia encarcerada ou estrangulada: cirurgia urgente, com ressecção intestinal se o intestino não for viável.
Clínico
Cirrose com ascite: controle da ascite (diuréticos, paracentese ou TIPS) antes ou em torno do reparo, que é planejado com a equipe de hepatologia.
Estilo de vida
Perda de peso e cessação do tabagismo antes do reparo eletivo no adulto reduzem o risco de complicações e de recidiva.

Complicações

  • Encarceramento e estrangulamento de omento ou intestino
  • Obstrução intestinal
  • Necrose da pele e ruptura com extravasamento de ascite na cirrose
  • Recidiva após o reparo; infecção da tela ou seroma

Prognóstico

A maioria das hérnias infantis fecha até o início da infância sem cirurgia. As hérnias do adulto não fecham e tendem a aumentar; o reparo eletivo tem bons resultados, enquanto o reparo de urgência traz mais risco.

Prevenção

  • Peso saudável
  • Controle da ascite na doença hepática
  • Tratamento da tosse crônica e da constipação

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Qual é a evolução habitual de uma hérnia umbilical em um lactente?

A maioria fecha espontaneamente na primeira infância, por isso a observação é a conduta habitual, a menos que persista, seja grande ou encarcere.

Por que uma hérnia umbilical em paciente com cirrose e ascite é preocupante?

O aumento da pressão pela ascite a faz crescer e adelgaça a pele, com risco de encarceramento, necrose cutânea e ruptura com extravasamento de ascite.

Qual reparo é geralmente preferido para uma hérnia umbilical do adulto que não seja muito pequena?

O reparo com tela, aberto ou laparoscópico, porque tem menor recidiva que a sutura isolada.

Qual achado umbilical pode ser sinal de câncer intra-abdominal avançado?

Um nódulo periumbilical endurecido (nódulo da Irmã Maria José), uma metástase que pode simular hérnia.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Umbilical Hernia (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Linha alba destacado no modelo 3D da Durgical