Articulações e ligamentos · Membro superior
LCU (cotovelo) !
O ligamento colateral ulnar fica no lado interno do cotovelo; impede que a articulação se abra para dentro e sofre grande tensão no arremesso.
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O que é
Um leque de faixas fortes no lado interno do cotovelo, do epicôndilo medial até a ulna.
O que faz
Impede que o cotovelo se abra pelo lado interno; sofre uma tensão enorme ao arremessar.
Relações
- Trajeto
- Da face anteroinferior do epicôndilo medial, abre-se em leque até o tubérculo sublime do processo coronoide (feixe anterior) e o olécrano medial (feixe posterior); a faixa transversa une os dois na ulna
- Superficial
- Massa flexo-pronadora e o tendão flexor comum (flexor superficial dos dedos e flexor ulnar do carpo sobre o feixe anterior), que ajudam a resistir ao valgo
- Atrás
- Nervo ulnar no túnel cubital, sobre o feixe posterior
- Profundo
- Cápsula medial e o lado medial da tróclea
Como localizar
Com o cotovelo levemente fletido, o feixe anterior é sentido como uma faixa firme da parte anteroinferior do epicôndilo medial até o tubérculo sublime, à frente do nervo ulnar. Dor à palpação ao longo dessa faixa num arremessador sugere o ligamento; dor mais acima, no próprio epicôndilo, sugere a origem dos flexores.
Exame físico
- Teste de estresse em valgo: cotovelo fletido cerca de 20–30° para destravar o olécrano, úmero estabilizado; dor medial ou abertura maior que a do outro cotovelo sugere lesão do LCU
- Teste de estresse em valgo em movimento (moving valgus): ombro abduzido e em rotação externa, valgo mantido no cotovelo enquanto ele é estendido rapidamente a partir da flexão completa; dor medial reproduzida entre cerca de 120° e 70° é positiva
- Manobra da ordenha (milking): o polegar é puxado para fora com o antebraço supinado e o cotovelo fletido além de 90°, carregando o feixe anterior; dor medial ou apreensão é positiva
Nos exames de imagem
A artro-RM mostra rupturas completas e parciais; o «sinal do T» é o contraste que desce ao longo do tubérculo sublime sob uma ruptura da face profunda. A ultrassonografia ou as radiografias sob estresse medem a abertura medial em comparação com o outro cotovelo. As radiografias mostram calcificação dentro do ligamento e osteófitos posteromediais do olécrano.
Problemas frequentes
- Entorse ou ruptura por arremessos repetidos (arremessadores de beisebol, lançamento de dardo), quando o cotovelo é forçado a abrir pelo lado interno.
- Dor no lado interno do cotovelo e perda da velocidade de arremesso; às vezes um estalo.
- Pode se romper numa luxação do cotovelo.
Como se diagnostica
Dor nos testes de estresse em valgo (por exemplo, o teste de valgo dinâmico). A RM ou a artrorressonância mostram o ligamento; a ultrassonografia com estresse pode mostrar a abertura.
Tratamento
- Pausa nos arremessos, fisioterapia e um programa gradual de arremessos nas lesões parciais.
- Reconstrução do LCU (cirurgia de «Tommy John») com enxerto de tendão nas rupturas completas em arremessadores.
- Reparo do LCU com reforço interno (internal brace) em pacientes mais jovens selecionados.
Correlação clínica
- A reconstrução do LCU (popularmente «cirurgia de Tommy John») substitui o feixe anterior por um enxerto tendíneo, muitas vezes o palmar longo, passado por túneis no epicôndilo medial e no tubérculo sublime; o retorno ao arremesso costuma levar cerca de um ano
- Sobrecarga em extensão e valgo: a frouxidão crônica empurra o olécrano contra a parte medial da fossa do olécrano, formando osteófitos posteromediais e corpos livres
- O nervo ulnar e o nervo cutâneo medial do antebraço correm risco nas vias mediais; o nervo ulnar é frequentemente deslocado para frente (transposto) durante a reconstrução
- Frequentemente lesionado nas luxações do cotovelo, mas por último: a falha das partes moles progride de lateral para medial (círculo de Horii), e o feixe anterior pode ser preservado
Desenvolvimento
O epicôndilo medial ossifica a partir de um centro próprio (o «I» de CRITOE, mnemônico em inglês da ordem dos centros de ossificação do cotovelo) e se funde tarde; após uma luxação do cotovelo na criança, um epicôndilo avulsionado pode ficar preso na articulação e ser confundido com o centro troclear.
Doenças relacionadas
- Síndrome do túnel cubital (neuropatia ulnar no cotovelo)
- Epicondilite medial (cotovelo de golfista)
- Luxação do cotovelo
Teste seus conhecimentos
Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.
Qual parte do ligamento colateral ulnar do cotovelo é a restrição primária ao estresse em valgo?
O feixe anterior, do epicôndilo medial ao tubérculo sublime do processo coronoide; resiste ao valgo de cerca de 20° a 120° de flexão, onde as cargas do arremesso atingem o pico.
Em quais fases do arremesso o ligamento colateral ulnar do cotovelo é lesionado?
Armação tardia e aceleração inicial, quando o torque em valgo no cotovelo é máximo.
Por que a neurite ulnar costuma acompanhar a lesão do ligamento colateral ulnar do cotovelo em arremessadores?
O feixe posterior forma o assoalho do túnel cubital, então o nervo ulnar repousa diretamente sobre ele.
O que é o teste de estresse em valgo em movimento para o ligamento colateral ulnar do cotovelo?
O valgo é mantido no cotovelo enquanto ele é estendido rapidamente a partir da flexão completa, com o ombro abduzido e em rotação externa; dor medial entre cerca de 120° e 70° é positiva.
Qual estrutura falha no lugar do ligamento colateral ulnar do cotovelo quando crianças arremessam repetidamente?
A placa de crescimento do epicôndilo medial, que pode sofrer avulsão.
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Seus nomes
- Latim oficial (TA2)
- ligamentum collaterale ulnare cubiti TA2 1776
- Espanhol oficial (DeCS)
- Ligamento colateral ulnar del codo
- Inglês (TA2)
- Ulnar (medial) collateral ligament of the elbow
Relacionado
Fontes: Terminologia Anatomica (TA2); Anatomy, Shoulder and Upper Limb, Elbow Collateral Ligaments.
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Modelo representativo, apenas para fins educativos.