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Epifisiólise proximal do fêmur !

A epifisiólise proximal do fêmur é um problema do quadril do adolescente em que a cabeça do fêmur escorrega do colo através da placa de crescimento.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Distúrbio do quadril da adolescência em que a cabeça do fêmur (a epífise capital) escorrega do colo do fêmur através da placa de crescimento enfraquecida, geralmente para trás e para baixo.

Quem afeta

O distúrbio do quadril mais comum em adolescentes, tipicamente em torno do estirão de crescimento; mais frequente em meninos e em crianças com obesidade. É bilateral em uma parcela considerável dos casos, às vezes em sequência.

Causas

  • Forças de cisalhamento sobre uma placa de crescimento femoral proximal enfraquecida durante o estirão de crescimento da adolescência
  • Sobrecarga mecânica pelo excesso de peso corporal
  • Distúrbios endócrinos nos casos atípicos (hipotireoidismo, deficiência ou tratamento com hormônio do crescimento, osteodistrofia renal)

Fatores de risco

  • Obesidade
  • Adolescência, em torno da puberdade
  • Sexo masculino
  • Doença endócrina ou metabólica, especialmente quando a criança é pequena ou de baixo peso
  • Radioterapia prévia na pelve

Fisiopatologia

Durante o estirão de crescimento, a fise se alarga e se inclina, de modo que o cisalhamento pelo peso corporal pode superar sua resistência. A metáfise se move para a frente e para cima enquanto a epífise permanece no acetábulo. Um escorregamento instável pode romper os vasos retinaculares das artérias circunflexas femorais que irrigam a cabeça, causando necrose avascular.

Classificação

  • Estável (a criança consegue andar, com ou sem muletas) ou instável (não consegue apoiar o peso); os escorregamentos instáveis têm risco muito maior de necrose avascular
  • Aguda, crônica ou crônica agudizada, conforme a duração dos sintomas
  • Gravidade pelo ângulo de escorregamento ou pela porcentagem de desvio na imagem (leve, moderada, grave)

Sintomas e sinais

  • Dor no quadril, na virilha, na coxa ou apenas no joelho (dor referida pelo nervo obturatório)
  • Claudicação, muitas vezes com marcha com os pés voltados para fora
  • Perda da rotação interna do quadril
  • Rotação externa obrigatória quando o quadril é fletido
  • Incapacidade de apoiar o peso nos escorregamentos instáveis

Diagnóstico

Clínico
Claudicação e rotação interna limitada; fletir o quadril o força em rotação externa (sinal de Drehmann). Examinam-se os dois quadris.
Exames
Exames endócrinos (função tireoidiana e outros) nos casos atípicos: crianças pequenas, magras ou com sinais de distúrbio hormonal.
Imagem
Radiografias anteroposterior e em perfil de rã (Lauenstein) dos dois quadris. A linha de Klein (ao longo da borda superior do colo do fêmur) não cruza a epífise. A RM pode mostrar um pré-escorregamento precoce.

Diagnóstico diferencial

  • Doença de Legg-Calvé-Perthes
  • Artrite séptica do quadril
  • Sinovite transitória
  • Fratura por estresse do colo do fêmur
  • Patologia do joelho (quando a dor é referida)

Objetivo do tratamento

Impedir novo escorregamento e fechar precocemente a placa de crescimento, protegendo a irrigação da cabeça do fêmur e prevenindo a artrose precoce.

Tratamento

Fase aguda
Sem apoio de peso e encaminhamento ortopédico urgente assim que o diagnóstico for suspeitado.
Cirúrgico
Fixação in situ com um único parafuso canulado através da fise, sem forçar a redução do escorregamento.
Cirúrgico
Fixação profilática do outro quadril em pacientes selecionados (idade jovem, causa endócrina); a prática varia.
Cirúrgico
Osteotomia corretiva ou luxação cirúrgica nos escorregamentos graves ou na deformidade tardia, em centros especializados.
Acompanhamento
Acompanhamento radiográfico dos dois quadris até o fechamento das placas de crescimento.
Estilo de vida
Controle do peso como parte do cuidado a longo prazo.

Complicações

  • Necrose avascular da cabeça do fêmur (principalmente após escorregamentos instáveis)
  • Condrólise (perda da cartilagem do quadril)
  • Escorregamento do quadril oposto
  • Impacto femoroacetabular pela deformidade residual
  • Osteoartrite precoce do quadril

Prognóstico

Os escorregamentos estáveis fixados in situ geralmente evoluem bem. Os resultados são piores após escorregamentos instáveis, sobretudo pela necrose avascular, e a deformidade residual aumenta o risco de artrose na vida adulta.

Prevenção

  • Reconhecimento precoce em adolescentes com dor no quadril ou no joelho e claudicação
  • Prevenção da obesidade infantil

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Qual é o paciente típico com epifisiólise proximal do fêmur?

Um adolescente obeso, mais frequentemente menino, em torno do estirão de crescimento, com claudicação e dor no quadril, na coxa ou no joelho.

Por que a epifisiólise proximal do fêmur pode se apresentar apenas com dor no joelho?

A dor do quadril é referida ao joelho pelo nervo obturatório, por isso o quadril deve ser examinado em todo adolescente com dor no joelho.

O que a linha de Klein mostra na epifisiólise proximal do fêmur?

Uma linha ao longo da borda superior do colo do fêmur que normalmente cruza parte da epífise; no escorregamento, ela não a cruza ou cruza uma parte menor.

Qual é o tratamento padrão da epifisiólise proximal do fêmur?

Fixação in situ com um parafuso através da placa de crescimento, sem manipulação para reduzir o escorregamento.

Qual tipo de escorregamento tem o maior risco de necrose avascular?

O escorregamento instável, em que a criança não consegue apoiar o peso nem com muletas.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Slipped Capital Femoral Epiphysis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Fêmur destacado no modelo 3D da Durgical