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Displasia do desenvolvimento do quadril !

A displasia do desenvolvimento do quadril é um quadril de bebê com acetábulo raso, em que a cabeça do fêmur fica instável ou sai parcial ou totalmente do lugar.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

Toque em uma para ver o que é e abri-la em 3D.

O que é

Desenvolvimento anormal do quadril do lactente, em que o acetábulo é raso e a cabeça do fêmur é instável, parcialmente fora (subluxada) ou totalmente fora (luxada) do acetábulo.

Quem afeta

Uma das condições musculoesqueléticas mais comuns do recém-nascido. O rastreamento do quadril de todo recém-nascido é padrão no cuidado pediátrico, inclusive na Colômbia; práticas como enfaixar o bebê apertado com as pernas estendidas aumentam o risco.

Causas

  • Frouxidão ligamentar, em parte por hormônios maternos
  • Espaço restrito no útero
  • Posicionamento pós-natal com os quadris estendidos e juntos

Fatores de risco

  • Apresentação pélvica
  • História familiar
  • Sexo feminino
  • Primeiro filho
  • Oligoidrâmnio
  • Enfaixamento apertado com as pernas estendidas

Fisiopatologia

O crescimento normal do quadril exige que a cabeça do fêmur fique profundamente no acetábulo. Se a cabeça está frouxa ou fora do lugar, o acetábulo permanece raso, o lábio e a cápsula se deformam e as partes moles bloqueiam a redução. Quanto mais cedo o quadril é centrado, melhor o acetábulo se remodela.

Classificação

  • Quadril displásico (acetábulo raso), subluxável, luxável ou luxado
  • Classificação de Graf ao ultrassom
  • Forma teratológica (fixa, pré-natal) versus forma típica

Sintomas e sinais

  • Muitas vezes sem sintomas no recém-nascido; detectada no rastreamento
  • Ressalto (clunk) do quadril no teste de Ortolani ou de Barlow
  • Abdução do quadril limitada após alguns meses
  • Pregas da coxa ou glúteas assimétricas e diferença de comprimento dos membros (sinal de Galeazzi)
  • Claudicação indolor ou marcha anserina depois que começa a andar

Diagnóstico

Clínico
Teste de Barlow (empurra para fora um quadril instável) e teste de Ortolani (reduz de volta um quadril luxado), úteis nas primeiras semanas; mais tarde, abdução limitada e sinal de Galeazzi.
Exames
Não são necessários exames laboratoriais.
Imagem
Ultrassom antes de cerca de 4–6 meses, enquanto a cabeça do fêmur ainda é cartilagem; radiografia da pelve depois dessa idade, quando aparece o núcleo de ossificação.

Diagnóstico diferencial

  • Estalidos benignos do quadril por partes moles
  • Condições neuromusculares (paralisia cerebral, espinha bífida)
  • Fêmur curto congênito
  • Artrite séptica do quadril
  • Doença de Legg–Calvé–Perthes em criança maior

Objetivo do tratamento

Obter e manter uma redução concêntrica e estável da cabeça do fêmur para que o acetábulo se desenvolva normalmente, evitando a necrose avascular.

Tratamento

Conservador
Suspensório de Pavlik, que mantém os quadris fletidos e abduzidos, em lactentes até cerca de 6 meses; os critérios variam entre os centros.
Procedimento
Redução fechada sob anestesia e gesso pelvipodálico quando o suspensório falha ou a criança é maior.
Cirúrgico
Redução aberta, com osteotomias pélvicas ou femorais em crianças maiores ou com displasia residual.
Acompanhamento
Acompanhamento seriado com ultrassom ou radiografia até a maturação do quadril.

Complicações

  • Necrose avascular da cabeça do fêmur
  • Displasia residual
  • Nova luxação
  • Paralisia do nervo femoral com o suspensório
  • Osteoartrite precoce do quadril na vida adulta

Prognóstico

Excelente quando diagnosticada e tratada nos primeiros meses. O diagnóstico tardio exige tratamento mais invasivo e leva a mais displasia residual e artrose precoce.

Prevenção

  • Exame do quadril ao nascer e nas consultas de puericultura
  • Enfaixamento saudável para o quadril, que permita às pernas dobrar e afastar-se
  • Ultrassom direcionado em lactentes com fatores de risco

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

O que o teste de Barlow detecta?

Um quadril luxável: a adução com pressão posterior empurra a cabeça do fêmur para fora do acetábulo.

O que mostra um teste de Ortolani positivo?

Um quadril luxado que se reduz com um ressalto (clunk) à abdução e à elevação do trocânter maior.

Qual exame de imagem é usado na displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) antes de cerca de 4–6 meses de idade, e por quê?

O ultrassom, porque a cabeça do fêmur ainda é cartilagem; depois que aparece o núcleo de ossificação, usa-se a radiografia.

Qual é o tratamento de primeira linha da DDQ em lactentes pequenos?

O suspensório de Pavlik, que mantém os quadris fletidos e abduzidos.

Qual é a complicação mais temida do tratamento da DDQ?

A necrose avascular da cabeça do fêmur.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Developmental Dysplasia of the Hip (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Fêmur destacado no modelo 3D da Durgical