Síndrome do piriforme !
A síndrome do piriforme é dor na nádega, muitas vezes irradiando pela coxa, atribuída ao piriforme irritando o nervo isquiático; é um diagnóstico debatido.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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- Piriforme
- Nervo isquiático
- Glúteo máximo
- Sacro
- Ossos do quadril
- Gêmeo superior
- Obturador interno
- Nervo cutâneo femoral posterior
- Fáscia do piriforme
O que é
Dor na nádega, muitas vezes irradiando pela face posterior da coxa, atribuída à irritação ou compressão do nervo isquiático pelo músculo piriforme. É um diagnóstico de exclusão, e sua existência e seus critérios são debatidos.
Quem afeta
Sua frequência real é desconhecida, porque nenhum exame a confirma; é relatada mais em mulheres e em adultos de meia-idade, e hoje costuma ser agrupada na síndrome glútea profunda.
Causas
- Trauma direto ou queda sobre a nádega
- Hipertrofia, espasmo ou sobrecarga muscular
- Variantes anatômicas em que o nervo isquiático ou parte dele passa através do piriforme ou acima dele
- Ficar sentado por muito tempo em superfícies duras ou sobre a carteira no bolso de trás
- Cicatrizes após cirurgia do quadril
Fatores de risco
- Ficar sentado por tempo prolongado
- Corrida ou esportes com rotação repetida do quadril
- Trauma na nádega
- Diferença de comprimento dos membros ou marcha alterada
Fisiopatologia
O nervo isquiático sai da pelve pelo forame isquiático maior, geralmente logo abaixo do piriforme. Espasmo, edema, cicatrizes ou um trajeto variante podem comprimir ou estirar o nervo nesse ponto, causando dor e às vezes alteração sensitiva na distribuição do isquiático.
Classificação
- Primária: por variantes anatômicas do músculo ou do nervo
- Secundária: por trauma, massa, cicatrizes ou outras causas
- Considerada uma das causas da síndrome glútea profunda
Sintomas e sinais
- Dor profunda na nádega, muitas vezes unilateral
- Dor que irradia pela face posterior da coxa, geralmente não abaixo do joelho
- Pior ao sentar, subir escadas ou rodar o quadril
- Dor à palpação sobre o piriforme perto da incisura isquiática
Diagnóstico
- Clínico
- Dor à palpação no piriforme e testes provocativos que estiram ou contraem o músculo: FAIR (flexão, adução e rotação interna), testes de Freiberg, Pace e Beatty. Nenhum teste é diagnóstico isoladamente.
- Exames
- Os estudos de condução nervosa e a EMG servem sobretudo para excluir radiculopatia; uma injeção de anestésico local no músculo guiada por imagem que alivia a dor apoia o diagnóstico.
- Imagem
- A RM lombar e pélvica exclui hérnia de disco, estenose, doença sacroilíaca ou massas; a neurografia por RM pode mostrar o nervo e as variantes anatômicas.
Diagnóstico diferencial
- Hérnia de disco lombar com radiculopatia
- Estenose do canal lombar
- Dor da articulação sacroilíaca
- Síndrome dolorosa do grande trocânter
- Tendinopatia proximal dos isquiotibiais
- Massa pélvica ou lesão vascular
Objetivo do tratamento
Aliviar a pressão sobre o nervo isquiático e a dor na nádega e restaurar a capacidade de sentar e a atividade normal, depois de excluídas outras causas.
Tratamento
- Reabilitação
- Fisioterapia com alongamento do piriforme, fortalecimento do quadril e correção da marcha; é o tratamento principal.
- Clínico
- AINEs, relaxantes musculares e medicamentos para dor neuropática.
- Procedimento
- Injeção de anestésico local, com ou sem corticosteroide, no piriforme guiada por imagem; toxina botulínica nos casos refratários.
- Cirúrgico
- Liberação do tendão do piriforme e do nervo isquiático em pacientes selecionados que não respondem a outros tratamentos.
- Estilo de vida
- Evitar ficar sentado por muito tempo em superfícies duras ou com a carteira no bolso de trás.
Complicações
- Dor crônica na nádega e na perna
- Diagnóstico alternativo não reconhecido, como radiculopatia ou massa
- Lesão nervosa pela injeção ou pela cirurgia
Prognóstico
A maioria dos pacientes melhora com fisioterapia e, quando necessário, injeções. A cirurgia é incomum.
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Qual nervo é comprimido na síndrome do piriforme?
O nervo isquiático, ao sair da pelve abaixo do piriforme ou através dele.
Por que a síndrome do piriforme é chamada de diagnóstico de exclusão?
Nenhum exame a confirma, por isso é preciso excluir antes a radiculopatia lombar, a estenose e as causas sacroilíacas e do quadril.
Em que consiste o teste FAIR?
Flexão (Flexion), Adução (Adduction) e Rotação Interna (Internal Rotation) do quadril, que estiram o piriforme e reproduzem a dor na nádega.
Qual variante anatômica predispõe à síndrome do piriforme?
O nervo isquiático, ou uma de suas divisões, passando através do piriforme ou acima dele.
Quais sinais de alerta afastam o diagnóstico de síndrome do piriforme?
Anestesia em sela, problemas vesicais ou intestinais, fraqueza progressiva ou sinais sistêmicos como febre ou perda de peso.
Doenças relacionadas
- Ciática (radiculopatia lombar)
- Hérnia de disco lombar
- Estenose do canal vertebral lombar
- Síndrome dolorosa do grande trocânter
- Estiramento dos isquiotibiais
- Dor da articulação sacroilíaca
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Piriformis Syndrome (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).
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