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Câncer de próstata !

O câncer de próstata é um câncer da próstata; alguns crescem tão devagar que nunca causam dano, outros são agressivos e se espalham para os ossos.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Tumor maligno da próstata, na maioria adenocarcinoma acinar originado na zona periférica. Varia de doença de crescimento lento que nunca causa dano a câncer agressivo que se dissemina para os ossos.

Quem afeta

Um dos cânceres mais diagnosticados em homens no mundo e na Colômbia, e uma das principais causas de morte por câncer masculino na América Latina. O risco aumenta com a idade e é maior em homens de ascendência africana.

Causas

  • Adenocarcinoma do epitélio glandular
  • O crescimento depende da sinalização pelo receptor de andrógenos
  • Alterações genéticas herdadas ou adquiridas (p. ex., BRCA2, HOXB13, genes de reparo de mau pareamento)
  • Precursor: neoplasia intraepitelial prostática de alto grau

Fatores de risco

  • Idade mais avançada
  • Pai ou irmão com câncer de próstata
  • Síndromes hereditárias (BRCA1/2, Lynch)
  • Ascendência africana
  • Possivelmente obesidade e dieta (evidências conflitantes)

Fisiopatologia

A maioria dos tumores começa na zona periférica posterior, onde pode ser palpada no toque retal, e muitas vezes é multifocal. A disseminação é local (cápsula, glândulas seminais, colo vesical), para os linfonodos pélvicos e por via hematogênica sobretudo para os ossos, produzindo lesões osteoblásticas na coluna e na pelve.

Classificação

  • Escore de Gleason e grupos de grau ISUP 1–5 (grupo 1 = Gleason 6; grupo 5 = Gleason 9–10)
  • Estadiamento TNM
  • Grupos de risco (muito baixo a muito alto) que combinam PSA, grupo de grau e estádio; os critérios variam entre as diretrizes
  • Doença sensível à castração vs resistente à castração

Sintomas e sinais

  • Geralmente nenhum na doença inicial (encontrada pelo PSA ou pelo exame)
  • Sintomas do trato urinário inferior, muitas vezes por HPB coexistente
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Dor óssea, perda de peso ou anemia na doença metastática
  • Próstata dura, nodular ou assimétrica no toque retal

Diagnóstico

Clínico
Toque retal. O rastreamento por PSA é oferecido após decisão compartilhada sobre benefícios (menos mortes) e danos (falsos positivos, sobrediagnóstico, sobretratamento).
Exames
PSA, repetido para confirmar; a biópsia (transperineal ou transretal, muitas vezes dirigida por RM) fornece o escore de Gleason e o grupo de grau ISUP; testosterona e fosfatase alcalina.
Imagem
RM multiparamétrica antes da biópsia; estadiamento com TC e cintilografia óssea ou PET-PSMA na doença de maior risco.

Diagnóstico diferencial

  • Hiperplasia prostática benigna
  • Prostatite
  • Infecção do trato urinário (eleva o PSA)
  • Outras causas de lesões ósseas
  • Câncer de bexiga

Objetivo do tratamento

Curar o câncer localizado clinicamente significativo evitando o sobretratamento da doença de baixo risco, e controlar a doença avançada com boa qualidade de vida.

Tratamento

Acompanhamento
Vigilância ativa (PSA, exame, RM e biópsia repetidas) para doença de baixo risco; conduta expectante (watchful waiting) para homens mais velhos ou frágeis.
Cirúrgico
Prostatectomia radical (aberta, laparoscópica ou robótica), com linfadenectomia pélvica quando indicada.
Procedimento
Radioterapia (externa ou braquiterapia), muitas vezes com privação androgênica na doença de risco intermediário e alto.
Clínico
Terapia de privação androgênica (agonistas ou antagonistas do GnRH, ou orquiectomia) para doença avançada, muitas vezes combinada com inibidores da via do receptor de andrógenos ou quimioterapia com taxanos.
Clínico
Doença resistente à castração: taxanos, inibidores da via do receptor de andrógenos, inibidores de PARP (com mutações de reparo do DNA), terapia com radioligantes e agentes protetores ósseos.
Fase aguda
Suspeita de compressão medular: corticosteroides urgentes, RM e radioterapia ou cirurgia.

Complicações

  • Metástases ósseas, fraturas e compressão medular
  • Obstrução urinária
  • Após o tratamento: incontinência urinária e disfunção erétil
  • Proctite ou cistite actínica
  • Efeitos da privação androgênica: fogachos, perda óssea, risco metabólico e cardiovascular

Prognóstico

A doença localizada tem sobrevida a longo prazo muito boa. O prognóstico piora com grupo de grau mais alto e metástases, embora muitos homens com doença avançada vivam anos com tratamento.

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Em qual zona da próstata surge a maioria dos cânceres?

Na zona periférica, posterior e palpável no toque retal.

Como se relacionam o escore de Gleason e os grupos de grau ISUP?

Os grupos ISUP 1–5 reagrupam os escores de Gleason: o grupo 1 é Gleason 6 e o grupo 5 é Gleason 9–10.

Como é abordado o rastreamento por PSA?

Por decisão compartilhada, pesando menos mortes por câncer contra falsos positivos, sobrediagnóstico e sobretratamento.

Para onde o câncer de próstata mais frequentemente dá metástases?

Para os ossos, com lesões osteoblásticas, sobretudo na coluna e na pelve.

Que emergência oncológica deve ser reconhecida no câncer de próstata metastático?

A compressão medular: dor lombar com fraqueza nas pernas, dormência ou problemas esfincterianos.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Prostate Cancer (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Próstata destacado no modelo 3D da Durgical