Infecção do trato urinário (cistite aguda) !
A infecção do trato urinário (cistite) é uma infecção bacteriana da bexiga que causa ardência e vontade frequente de urinar; é muito comum em mulheres.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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O que é
Infecção bacteriana do trato urinário inferior com inflamação da bexiga (cistite), mais frequentemente por E. coli que ascende pela uretra. É muito comum em mulheres porque a uretra feminina é curta.
Quem afeta
Uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres; muitas têm pelo menos um episódio na vida e as recorrências são frequentes. A resistência da E. coli aos antibióticos orais comuns está aumentando na América Latina, de modo que os dados locais de resistência orientam a escolha.
Causas
- Escherichia coli uropatogênica (a maioria dos casos)
- Staphylococcus saprophyticus (mulheres jovens)
- Klebsiella, Proteus e Enterococcus
- Uma gama mais ampla de microrganismos, incluindo resistentes, nas infecções complicadas
Fatores de risco
- Sexo feminino (uretra curta e próxima ao períneo)
- Relação sexual e uso de espermicidas
- ITU prévias
- Gravidez
- Estrogênio baixo após a menopausa
- Diabetes, cateteres, obstrução urinária ou esvaziamento incompleto
Fisiopatologia
Bactérias do períneo colonizam a região periuretral e ascendem pela uretra até a bexiga, onde as fímbrias as ajudam a aderir ao urotélio. A inflamação causa ardência, urgência e polaciúria. Se as bactérias sobem pelos ureteres até o rim, a infecção se torna pielonefrite (ITU alta).
Classificação
- ITU baixa (cistite) ou ITU alta (pielonefrite)
- Não complicada: mulheres saudáveis, não grávidas, com trato urinário normal; complicada: gravidez, homens, anomalias, cateteres, imunossupressão (as definições variam)
- ITU recorrente: geralmente duas ou mais em seis meses ou três ou mais em um ano
- Bacteriúria assintomática: não é uma infecção a tratar, exceto na gravidez ou antes de procedimentos urológicos
Sintomas e sinais
- Ardência ou dor ao urinar (disúria)
- Polaciúria e urgência
- Dor ou desconforto suprapúbico
- Sangue na urina
- Urina turva ou com mau cheiro
- Geralmente sem febre na cistite simples
Diagnóstico
- Clínico
- Em mulher não grávida com sintomas típicos e sem corrimento vaginal, o diagnóstico pode ser clínico.
- Exames
- Fita reagente de urina (esterase leucocitária, nitritos) e exame de urina; urocultura nos casos complicados, recorrentes, na gravidez, atípicos ou de falha terapêutica.
- Imagem
- Não é necessária na cistite não complicada; ultrassonografia ou TC quando complicada, recorrente com suspeita de anomalia, cálculos ou obstrução.
Diagnóstico diferencial
- Vaginite (candidíase, tricomoníase)
- Uretrite por clamídia ou gonorreia
- Pielonefrite
- Síndrome da bexiga dolorosa (cistite intersticial)
- Cálculos urinários
- Doença inflamatória pélvica
Objetivo do tratamento
Aliviar os sintomas, eliminar a infecção e impedir que chegue aos rins, evitando antibióticos desnecessários e resistência.
Tratamento
- Clínico
- Curso curto de um antibiótico oral escolhido conforme a resistência local; as opções de primeira linha incluem nitrofuranos, fosfomicina ou inibidores da via do folato; as fluoroquinolonas são reservadas para outros usos.
- Clínico
- ITU complicada: antibióticos guiados pela cultura, cursos mais longos e correção da causa subjacente (obstrução, cateter).
- Conservador
- Analgésicos simples e hidratação adequada para alívio dos sintomas.
- Clínico
- ITU recorrente: estrogênio vaginal após a menopausa, medidas não antibióticas ou profilaxia antibiótica em casos selecionados.
- Estilo de vida
- Boa ingestão de líquidos, evitar espermicidas e não adiar a micção.
Complicações
- Pielonefrite
- Urossepse
- Infecção recorrente
- Na gravidez: pielonefrite e parto prematuro
- Resistência antimicrobiana e infecção por Clostridioides difficile
Prognóstico
A cistite não complicada geralmente se resolve em dias com tratamento e, às vezes, espontaneamente. As recorrências são comuns, mas raramente lesam os rins quando o trato urinário é normal.
Prevenção
- Boa ingestão de líquidos
- Evitar espermicidas
- Estrogênio vaginal após a menopausa na ITU recorrente
- Rastreamento e tratamento da bacteriúria assintomática na gravidez
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Qual é a causa mais comum de cistite aguda?
Escherichia coli uropatogênica.
Como a ITU alta difere da ITU baixa?
A ITU alta (pielonefrite) acomete o rim, com febre, dor no flanco e dor costovertebral; a ITU baixa (cistite) fica restrita à bexiga.
Quando a bacteriúria assintomática é tratada?
Na gravidez e antes de procedimentos urológicos que violem a mucosa.
Quais achados da fita reagente apoiam uma ITU?
Esterase leucocitária e nitritos positivos; os nitritos vêm de bactérias gram-negativas como a E. coli.
Por que as mulheres são mais propensas a ITU do que os homens?
Sua uretra é curta e próxima ao períneo, de modo que as bactérias chegam facilmente à bexiga.
Doenças relacionadas
- Doença inflamatória pélvica
- Pielonefrite aguda
- Gastroenterite aguda (viral)
- Dismenorreia
- Tricomoníase
- Prolapso de órgãos pélvicos
- Incontinência urinária de esforço
- Câncer de bexiga
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Acute Cystitis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2025).
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