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Fraturas dos metatarsais (incluindo fraturas por estresse) !

As fraturas dos metatarsais são quebras dos ossos longos do antepé, por lesão ou por carga repetida (fratura por estresse ou «fratura de marcha»).

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Quebra de um dos cinco metatarsais do antepé, aguda por lesão ou por estresse devido a carga repetida. A «fratura de marcha» do segundo metatarsal e as fraturas da base do quinto metatarsal são os tipos clássicos.

Quem afeta

As fraturas dos metatarsais estão entre as fraturas do pé mais comuns. As fraturas por estresse ocorrem em corredores, militares em treinamento e bailarinos; as fraturas agudas do quinto metatarsal muitas vezes ocorrem após uma torção do tornozelo.

Causas

  • Lesão em inversão do pé (avulsão da base do quinto metatarsal)
  • Golpe direto ou lesão por esmagamento
  • Carga repetida com aumento súbito do treinamento, como marchas ou corrida (fratura por estresse)
  • Baixa densidade óssea (fratura por insuficiência)

Fatores de risco

  • Aumento súbito do volume ou da intensidade do treinamento
  • Treinamento militar
  • Baixa disponibilidade energética, distúrbio menstrual ou baixa densidade óssea em atletas
  • Vitamina D baixa
  • Pé cavo ou plano e hálux valgo, que deslocam a carga
  • Osteoporose, diabetes com neuropatia

Fisiopatologia

Na fratura por estresse, a carga repetida causa microlesões mais rápido do que o osso consegue remodelá-las. O segundo metatarsal, longo e fixo, recebe cargas altas no impulso, por isso é o local habitual. Na base do quinto metatarsal, a tração do fibular curto e da fáscia plantar causa avulsão, enquanto a junção metáfise–diáfise (zona de Jones) tem irrigação pobre e consolida lentamente.

Classificação

  • Fratura traumática aguda ou por estresse
  • Pelo osso (primeiro ao quinto) e pelo local: cabeça, colo, diáfise ou base
  • Base do quinto metatarsal: zona 1 avulsão da tuberosidade, zona 2 fratura de Jones, zona 3 fratura por estresse da diáfise proximal
  • Desviada ou sem desvio; exposta ou fechada

Sintomas e sinais

  • Dor no antepé ao apoiar o peso
  • Edema local e equimose após a lesão
  • Dor à palpação localizada sobre o osso
  • Nas fraturas por estresse, dor que começa gradualmente com a atividade e depois persiste em repouso

Diagnóstico

Clínico
Dor à palpação localizada sobre o metatarsal; as regras de Ottawa para o pé (dor à palpação na base do quinto metatarsal ou no navicular, ou incapacidade de apoiar o peso) orientam a necessidade de radiografias.
Exames
Nas fraturas por estresse, vitamina D e outros exames de saúde óssea quando há fatores de risco.
Imagem
Radiografias do pé em três incidências. As fraturas por estresse iniciais muitas vezes são invisíveis na radiografia; a RM (ou a cintilografia óssea) as mostra, e o calo aparece na radiografia semanas depois. TC para padrões complexos.

Diagnóstico diferencial

  • Entorse lateral do tornozelo
  • Lesão de Lisfranc (tarsometatarsal)
  • Neuroma de Morton
  • Sinovite metatarsofalângica ou lesão da placa plantar
  • Doença de Freiberg
  • Tendinopatia do fibular curto

Objetivo do tratamento

Obter a consolidação óssea com bom alinhamento, controlar a dor e retornar com segurança à marcha e ao esporte, corrigindo a causa da sobrecarga.

Tratamento

Conservador
A maioria das fraturas diafisárias sem desvio e das avulsões da tuberosidade do quinto metatarsal: marcha com sapato de sola rígida ou bota, conforme a dor permitir.
Conservador
Fratura de Jones: um período sem apoio de peso com gesso ou bota, pelo risco de retardo de consolidação.
Clínico
Analgésicos simples; as fontes divergem quanto aos AINEs durante a consolidação da fratura. Tratamento da vitamina D baixa ou da baixa densidade óssea quando presentes.
Cirúrgico
Fixação interna nas fraturas desviadas ou múltiplas, e fixação com parafuso intramedular das fraturas de Jones em atletas ou após pseudartrose.
Reabilitação
Retorno gradual às atividades de impacto, revisão da carga de treinamento, do calçado e da nutrição.

Complicações

  • Retardo de consolidação ou pseudartrose, especialmente da zona de Jones
  • Consolidação viciosa com dor de transferência sob outras cabeças de metatarsais
  • Nova fratura
  • Síndrome compartimental do pé após lesão por esmagamento
  • Lesão de Lisfranc não diagnosticada

Prognóstico

A maioria das fraturas dos metatarsais consolida bem com marcha protegida. As fraturas de Jones e as fraturas por estresse com fatores de risco persistentes tendem a consolidar lentamente e a recorrer.

Prevenção

  • Aumento gradual da carga de treinamento
  • Ingestão adequada de energia, cálcio e vitamina D
  • Calçado adequado e dias de descanso

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Qual metatarsal é mais frequentemente afetado pela «fratura de marcha»?

O segundo metatarsal, geralmente a diáfise ou o colo, em recrutas ou corredores após aumento da carga.

O que distingue uma fratura de Jones de uma avulsão da tuberosidade do quinto metatarsal?

A avulsão ocorre na ponta da tuberosidade (zona 1); a fratura de Jones ocorre na junção metáfise–diáfise (zona 2), onde a irrigação pobre retarda a consolidação.

Qual tendão é classicamente responsabilizado pela avulsão da base do quinto metatarsal?

O fibular (peroneiro) curto, junto com a banda lateral da fáscia plantar, durante uma lesão em inversão.

Por que a primeira radiografia pode ser normal em uma fratura por estresse de metatarsal?

As fraturas por estresse iniciais não mostram traço; a RM as detecta, e o calo só aparece na radiografia após algumas semanas.

Qual regra clínica ajuda a decidir se são necessárias radiografias do pé após uma lesão?

As regras de Ottawa para o pé: dor à palpação na base do quinto metatarsal ou no navicular, ou incapacidade de apoiar o peso.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Metatarsal Fractures (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Segundo metatarsal destacado no modelo 3D da Durgical