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Síndrome compartimental aguda !

A síndrome compartimental aguda é uma emergência cirúrgica: a pressão sobe num compartimento muscular fechado, geralmente na perna, e corta o fluxo sanguíneo.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Uma emergência cirúrgica em que a pressão sobe dentro de um compartimento muscular fechado até que o fluxo sanguíneo para seus músculos e nervos falhe. A perna é o local mais comum.

Quem afeta

A maioria dos casos ocorre após fraturas, sobretudo da diáfise da tíbia, e lesões por esmagamento; homens jovens são os mais afetados. Também ocorre após reperfusão depois de reparo vascular.

Causas

  • Fraturas, especialmente da tíbia
  • Lesões por esmagamento e compressão prolongada do membro
  • Reperfusão após lesão ou reparo arterial
  • Gessos ou curativos apertados
  • Queimaduras, sangramento no compartimento, exercício intenso

Fatores de risco

  • Pacientes jovens do sexo masculino com grande massa muscular
  • Trauma de alta energia
  • Anticoagulação ou distúrbios hemorrágicos
  • Nível de consciência reduzido (a dor não pode ser relatada)

Fisiopatologia

A fáscia não se distende, por isso o edema ou o sangramento elevam a pressão do compartimento. Quando essa pressão se aproxima da pressão de perfusão, o fluxo capilar cessa e o músculo e o nervo ficam isquêmicos. A isquemia causa mais edema, um círculo vicioso que em horas pode levar a necrose irreversível.

Classificação

  • Aguda (emergência) ou crônica de esforço (recorrente, relacionada ao exercício)
  • Compartimentos da perna: anterior, lateral, posterior superficial, posterior profundo

Sintomas e sinais

  • Dor desproporcional à lesão, precoce e o sinal mais importante
  • Dor ao estiramento passivo dos músculos do compartimento
  • Edema tenso e endurecido do compartimento
  • Parestesia ou dormência (p. ex., primeiro espaço interdigital no compartimento anterior)
  • Fraqueza e paralisia (tardias)
  • Os pulsos muitas vezes estão presentes até muito tarde

Diagnóstico

Clínico
Diagnóstico principalmente clínico: dor desproporcional e dor ao estiramento passivo são os sinais mais precoces. Palidez, ausência de pulso e paralisia são tardias.
Exames
Medida da pressão intracompartimental quando o exame não é confiável (p. ex., pacientes sedados); uma pequena diferença entre a pressão diastólica e a do compartimento apoia o diagnóstico (os limiares variam). Creatinoquinase, potássio e função renal para avaliar a lesão muscular.
Imagem
Os exames de imagem não fazem o diagnóstico; as radiografias mostram a fratura subjacente.

Diagnóstico diferencial

  • Dor da própria fratura
  • Trombose venosa profunda
  • Lesão arterial ou isquemia aguda do membro
  • Lesão de nervo periférico
  • Celulite ou infecção necrosante de partes moles

Objetivo do tratamento

Restaurar o fluxo sanguíneo do músculo e do nervo o mais rápido possível, em horas, para prevenir necrose permanente, contratura e lesão nervosa.

Tratamento

Fase aguda
Primeiras medidas imediatas: retirar ou abrir gessos e curativos, manter o membro no nível do coração (não elevado), administrar oxigênio e corrigir a pressão arterial baixa.
Cirúrgico
Fasciotomia urgente liberando todos os compartimentos afetados (na perna, geralmente os quatro) por uma ou duas incisões.
Cirúrgico
As feridas são deixadas abertas e fechadas depois ou cobertas com enxertos de pele; o músculo morto é desbridado.
Acompanhamento
Monitorização rigorosa de lesão renal por rabdomiólise e de potássio elevado.

Complicações

  • Necrose muscular e contratura tipo Volkmann
  • Lesão nervosa permanente (p. ex., pé caído)
  • Rabdomiólise e lesão renal aguda
  • Infecção das feridas de fasciotomia
  • Amputação

Prognóstico

A fasciotomia precoce geralmente preserva a função. Atrasos de várias horas aumentam muito o dano permanente e as complicações.

Prevenção

  • Verificações neurovasculares regulares após fraturas e imobilização gessada
  • Evitar gessos apertados e abri-los quando se espera edema

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Quais são os sinais mais precoces e confiáveis da síndrome compartimental aguda?

Dor desproporcional à lesão e dor ao estiramento passivo dos músculos do compartimento.

Um pulso distal palpável exclui a síndrome compartimental?

Não. A pressão compartimental mata o músculo antes de fechar as grandes artérias; os pulsos muitas vezes estão presentes até muito tarde.

Qual é o tratamento definitivo da síndrome compartimental aguda?

Fasciotomia urgente de todos os compartimentos afetados; é uma emergência cirúrgica.

Qual fratura causa síndrome compartimental com mais frequência?

A fratura da diáfise da tíbia.

Por que o membro não deve ser elevado acima do nível do coração?

A elevação reduz a pressão de entrada arterial e pode piorar a isquemia; o membro é mantido no nível do coração.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Acute Compartment Syndrome (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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