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Meningite bacteriana !

A meningite bacteriana é uma infecção das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal; causa febre, dor de cabeça e rigidez de nuca e é uma emergência.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Infecção bacteriana aguda das meninges e do líquido cefalorraquidiano ao redor do encéfalo e da medula espinal. É uma emergência médica que pode matar ou incapacitar em poucas horas.

Quem afeta

Mais alta em lactentes, crianças pequenas e idosos. As vacinas conjugadas incluídas nos programas nacionais de imunização, como o da Colômbia, reduziram a doença por Haemophilus influenzae tipo b e por pneumococo.

Causas

  • Streptococcus pneumoniae (o mais comum em adultos)
  • Neisseria meningitidis
  • Haemophilus influenzae tipo b (hoje raro onde há vacinação)
  • Listeria monocytogenes em recém-nascidos, idosos e imunossuprimidos
  • Estreptococo do grupo B e Escherichia coli em recém-nascidos

Fatores de risco

  • Extremos de idade
  • Falta de vacinação
  • Otite média, sinusite ou pneumonia
  • Fratura da base do crânio ou fístula liquórica, implantes cocleares
  • Asplenia, HIV e outras imunossupressões, uso de álcool
  • Ambientes aglomerados (meningococo)

Fisiopatologia

As bactérias colonizam a nasofaringe, entram na corrente sanguínea e atravessam para o espaço subaracnóideo, ou se propagam diretamente a partir de uma infecção vizinha ou de um defeito do crânio. Os produtos bacterianos desencadeiam uma resposta inflamatória intensa que causa edema cerebral, vasculite, hipertensão intracraniana e lesão neuronal.

Sintomas e sinais

  • Febre
  • Cefaleia
  • Rigidez de nuca
  • Alteração do estado mental
  • Fotofobia, vômitos, crises epilépticas
  • Exantema petequial ou purpúrico (meningococo)
  • Lactentes: irritabilidade, dificuldade para mamar, fontanela abaulada

Diagnóstico

Clínico
A tríade clássica de febre, rigidez de nuca e alteração do estado mental está presente em apenas uma minoria, mas quase todos têm pelo menos um desses achados junto com cefaleia. Os sinais de Kernig e Brudzinski têm baixa sensibilidade.
Exames
Hemoculturas antes dos antibióticos, depois punção lombar: pressão de abertura alta, neutrófilos, proteína elevada, razão de glicose baixa; Gram, cultura e PCR. Hemograma, PCR (proteína C reativa), lactato.
Imagem
TC de crânio antes da punção lombar apenas em pacientes selecionados (sinais focais, rebaixamento da consciência, papiledema, imunossupressão, crise nova); os antibióticos não são adiados por causa dela.

Diagnóstico diferencial

  • Meningite ou encefalite viral
  • Hemorragia subaracnóidea
  • Meningite tuberculosa ou fúngica
  • Abscesso cerebral
  • Sepse de outro foco
  • Malária cerebral

Objetivo do tratamento

Administrar antibióticos eficazes imediatamente, reduzir o dano relacionado à inflamação, dar suporte à circulação e ao cérebro e proteger os contatos próximos.

Tratamento

Fase aguda
Antibióticos intravenosos empíricos sem demora: cefalosporinas de terceira geração, mais vancomicina onde a resistência pneumocócica é uma preocupação, mais ampicilina quando Listeria é possível. Ajustados conforme as culturas.
Clínico
Corticosteroides (classe da dexametasona) administrados com a primeira dose de antibiótico ou antes dela na suspeita de meningite pneumocócica, como recomendam muitas diretrizes.
Acompanhamento
Terapia intensiva para choque, hipertensão intracraniana e crises epilépticas; monitorização de líquidos e sódio.
Clínico
Profilaxia antibiótica para contatos próximos de casos de meningococo e Hib, conforme as orientações de saúde pública.
Reabilitação
Avaliação auditiva após a recuperação, com implantes cocleares se necessário; acompanhamento do neurodesenvolvimento em crianças.

Complicações

  • Choque séptico e coagulação intravascular disseminada
  • Edema cerebral e herniação
  • Perda auditiva neurossensorial
  • Crises epilépticas e hidrocefalia
  • Perda de membros após púrpura fulminante meningocócica
  • Déficits cognitivos e do desenvolvimento

Prognóstico

A mortalidade continua significativa mesmo com tratamento, maior com pneumococo e em idosos. Muitos sobreviventes têm sequelas duradouras, especialmente perda auditiva. O atraso nos antibióticos piora o desfecho.

Prevenção

  • Vacinas conjugadas contra Hib, pneumococo e meningococo
  • Quimioprofilaxia dos contatos próximos
  • Rastreamento pré-natal e profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B
  • Tratamento rápido das infecções de ouvido e dos seios paranasais

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Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Qual é a tríade clássica da meningite bacteriana?

Febre, rigidez de nuca e alteração do estado mental; os três estão presentes em apenas uma minoria.

Qual perfil do líquor sugere meningite bacteriana?

Neutrófilos elevados, proteína alta, razão glicose liquórica/sérica baixa e pressão de abertura alta.

Os antibióticos devem esperar a TC ou a punção lombar?

Não. Colhem-se hemoculturas e iniciam-se antibióticos empíricos imediatamente.

Qual antibiótico é acrescentado quando há preocupação com Listeria?

Ampicilina, para recém-nascidos, idosos, gestantes e pacientes imunossuprimidos.

Qual é a complicação de longo prazo mais comum nos sobreviventes?

A perda auditiva neurossensorial.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Bacterial Meningitis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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