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Epididimite !

A epididimite é a inflamação do epidídimo, o tubo enovelado atrás do testículo, em geral por infecção; causa dor e inchaço que aumentam aos poucos.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Inflamação do epidídimo, geralmente por infecção, que causa dor e edema progressivos na parte posterior do testículo. Quando o testículo também é acometido, chama-se orquiepididimite.

Quem afeta

É a causa mais comum de dor escrotal aguda em homens adultos e também ocorre em crianças. Em homens jovens sexualmente ativos, muitas vezes é complicação de uma infecção sexualmente transmissível; a epididimite tuberculosa ainda é vista em regiões onde a tuberculose é comum, incluindo a América Latina.

Causas

  • Homens sexualmente ativos com menos de cerca de 35 anos: Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae
  • Homens que praticam sexo anal insertivo: organismos entéricos, além dos sexualmente transmissíveis
  • Homens mais velhos: bactérias entéricas como Escherichia coli, associadas a obstrução da saída vesical, cateteres ou procedimentos urológicos
  • Crianças: muitas vezes pós-infecciosa ou associada a anomalias do trato urinário
  • Menos comuns: tuberculose, caxumba (orquite), fungos na imunossupressão e medicamentos como a amiodarona (não infecciosa)

Fatores de risco

  • Sexo desprotegido ou múltiplos parceiros
  • Cateter urinário, cistoscopia ou cirurgia de próstata recentes
  • Obstrução da saída vesical ou estenose uretral
  • Infecção do trato urinário ou prostatite recente
  • Atividade física extenuante ou levantamento de peso (refluxo de urina)

Fisiopatologia

Os organismos geralmente ascendem da uretra ou da bexiga pelo ducto ejaculatório e pelo ducto deferente até o epidídimo, começando pela cauda e se espalhando em direção à cabeça e ao testículo. A inflamação causa edema e dor; os casos graves podem formar abscesso ou comprimir o fluxo sanguíneo testicular.

Classificação

  • Aguda (menos de cerca de seis semanas) ou crônica (dor e inflamação mais duradouras)
  • Epididimite isolada ou orquiepididimite
  • Infecciosa (sexualmente transmissível ou entérica) ou não infecciosa

Sintomas e sinais

  • Dor escrotal que se instala ao longo de horas a dias, geralmente de um lado
  • Epidídimo edemaciado e doloroso na parte posterior do testículo
  • Vermelhidão e calor da pele do escroto
  • Disúria, polaciúria ou secreção uretral
  • Febre nos casos mais graves
  • Reflexo cremastérico geralmente preservado; elevar o testículo pode aliviar a dor (sinal de Prehn, pouco confiável)

Diagnóstico

Clínico
Anamnese e exame: início gradual, dor à palpação do epidídimo, reflexo cremastérico preservado e sintomas urinários ou uretrais. Os sinais clínicos se sobrepõem aos da torção, por isso a dúvida leva a avaliação urgente.
Exames
Exame de urina e urocultura; testes de amplificação de ácidos nucleicos no primeiro jato de urina para gonorreia e clamídia; coloração de Gram da secreção uretral. Testes para HIV e sífilis são oferecidos quando há IST.
Imagem
A ultrassonografia com Doppler colorido mostra epidídimo aumentado com fluxo sanguíneo aumentado e ajuda a excluir torção, abscesso ou tumor.

Diagnóstico diferencial

  • Torção testicular
  • Torção de apêndice testicular
  • Tumor testicular
  • Hérnia inguinal encarcerada
  • Orquite urliana (caxumba)
  • Traumatismo ou hematoma escrotal

Objetivo do tratamento

Erradicar a infecção, aliviar a dor, prevenir complicações e, quando sexualmente transmissível, tratar os parceiros e prevenir reinfecção.

Tratamento

Clínico
Antibióticos empíricos escolhidos pela causa provável: uma cefalosporina de terceira geração mais uma tetraciclina quando uma infecção sexualmente transmissível é provável; uma fluoroquinolona ou outro agente ativo contra organismos entéricos quando estes são prováveis.
Conservador
Suspensão e elevação escrotal, repouso, compressas frias e analgésicos anti-inflamatórios.
Estilo de vida
Os parceiros sexuais são testados e tratados, e evitam-se relações sexuais até completar o tratamento.
Cirúrgico
Drenagem de abscesso ou, raramente, orquiectomia para testículo inviável.

Complicações

  • Abscesso epididimário ou testicular
  • Infarto e atrofia testicular
  • Epididimite crônica com dor persistente
  • Redução da fertilidade por fibrose do epidídimo
  • Disseminação da infecção (sepse, gangrena de Fournier em casos raros)

Prognóstico

A maioria dos homens melhora poucos dias após iniciar os antibióticos, embora o edema possa levar semanas para regredir. Uma minoria desenvolve dor crônica ou problemas de fertilidade.

Prevenção

  • Uso de preservativo e tratamento imediato das infecções sexualmente transmissíveis
  • Tratamento da obstrução da saída vesical e uso cuidadoso de cateteres

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Que organismos geralmente causam epididimite em homens sexualmente ativos com menos de 35 anos?

Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.

Que achado ao exame ajuda a distinguir a epididimite da torção testicular?

O reflexo cremastérico geralmente está preservado na epididimite e ausente na torção; a dor também começa de forma mais gradual.

O que a ultrassonografia com Doppler colorido tipicamente mostra na epididimite?

Epidídimo aumentado com fluxo sanguíneo aumentado, ao contrário do fluxo reduzido da torção.

Que antiarrítmico pode causar epididimite não infecciosa?

A amiodarona.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Epididymitis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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