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Diabetes mellitus tipo 1 !

O diabetes tipo 1 é uma doença em que o sistema imune destrói as células do pâncreas que produzem insulina; quem a tem precisa de insulina por toda a vida.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Doença crônica em que o sistema imune destrói as células beta pancreáticas produtoras de insulina, causando deficiência absoluta de insulina. As pessoas afetadas precisam de insulina por toda a vida.

Quem afeta

Geralmente começa na infância ou adolescência, mas pode surgir em qualquer idade. É muito menos comum que o diabetes tipo 2, e a frequência varia muito entre os países.

Causas

  • Destruição autoimune das células beta pancreáticas (tipo 1A), com autoanticorpos anti-ilhotas
  • Suscetibilidade genética, especialmente certos tipos de HLA
  • Gatilhos ambientais, como infecções virais, são suspeitos, mas não comprovados
  • Raramente idiopático, sem autoanticorpos (tipo 1B)

Fatores de risco

  • Pai, mãe ou irmão com diabetes tipo 1
  • Outras doenças autoimunes (doença tireoidiana autoimune, doença celíaca, doença de Addison)
  • Presença de autoanticorpos anti-ilhotas em estudos de rastreamento

Fisiopatologia

Linfócitos T atacam as ilhotas ao longo de meses ou anos, muitas vezes de forma silenciosa. Quando a maior parte da massa de células beta é perdida, a insulina desaparece: a glicose não consegue entrar nas células, o fígado libera glicose e a degradação de gordura produz corpos cetônicos. Sem insulina, isso leva a hiperglicemia, diurese osmótica, desidratação e cetoacidose.

Classificação

  • Estágio 1: dois ou mais autoanticorpos, glicemia normal, sem sintomas
  • Estágio 2: autoanticorpos com glicemia alterada, sem sintomas
  • Estágio 3: diabetes clínico com sintomas
  • Diabetes autoimune latente do adulto (LADA): forma autoimune mais lenta em adultos

Sintomas e sinais

  • Poliúria, polidipsia e fome excessiva (polifagia)
  • Perda de peso apesar de comer bem
  • Fadiga e visão turva
  • Volta a urinar na cama em uma criança que já tinha controle
  • Náuseas, vômitos e dor abdominal quando surge cetoacidose

Diagnóstico

Clínico
Sintomas clássicos, muitas vezes em pessoa jovem e magra; cerca de um terço ou mais das crianças recebe o diagnóstico já em cetoacidose diabética. Avaliar hidratação, padrão respiratório e nível de consciência.
Exames
A glicemia (de jejum, casual com sintomas ou HbA1c) confirma o diabetes. Autoanticorpos anti-ilhotas (GAD65, IA-2, anti-insulina, ZnT8) e peptídeo C baixo apoiam o tipo 1. Na doença aguda: cetonemia, gasometria, eletrólitos e função renal. Rastreamento de doença tireoidiana e celíaca.
Imagem
Não é necessária para o diagnóstico. O exame da retina rastreia a retinopatia quando a doença já está estabelecida.

Diagnóstico diferencial

  • Diabetes tipo 2 (especialmente em adolescentes com sobrepeso)
  • Diabetes monogênico (MODY ou diabetes neonatal)
  • Diabetes por doença pancreática ou fibrose cística
  • Diabetes tipo 2 propenso à cetose
  • Outras causas de poliúria, como diabetes insípido

Objetivo do tratamento

Repor a insulina da forma mais próxima possível da fisiologia normal, manter a glicemia no alvo evitando hipoglicemia, e prevenir a cetoacidose e as complicações de longo prazo.

Tratamento

Clínico
Insulina por toda a vida, geralmente em esquema basal-bolus (insulina de ação longa mais insulina de ação rápida nas refeições) ou por infusão subcutânea contínua de insulina (bomba).
Fase aguda
A cetoacidose diabética é tratada no hospital com fluidos intravenosos, insulina intravenosa, reposição de potássio e monitoramento rigoroso, enquanto se busca o fator desencadeante.
Acompanhamento
Glicemia capilar ou monitoramento contínuo de glicose, HbA1c periódica e rastreamento de retinopatia, doença renal, neuropatia, doença tireoidiana e celíaca.
Estilo de vida
Educação em contagem de carboidratos, ajuste da insulina à alimentação e ao exercício, reconhecimento e tratamento da hipoglicemia e regras para os dias de doença.

Complicações

  • Cetoacidose diabética
  • Hipoglicemia, incluindo hipoglicemia assintomática (perda da percepção)
  • Retinopatia, nefropatia e neuropatia
  • Doença coronariana, cerebrovascular e arterial periférica
  • Edema cerebral durante o tratamento da cetoacidose, principalmente em crianças

Prognóstico

Com a insulina moderna, a educação e o monitoramento, a maioria das pessoas leva uma vida plena. O desfecho a longo prazo depende do controle glicêmico e do manejo do risco cardiovascular; as complicações tornam-se mais prováveis com maior tempo de doença e mau controle.

Teste seus conhecimentos

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Qual é o mecanismo básico do diabetes tipo 1?

Destruição autoimune das células beta pancreáticas, causando deficiência absoluta de insulina.

Quais achados laboratoriais ajudam a distinguir o diabetes tipo 1 do tipo 2?

Autoanticorpos anti-ilhotas positivos (GAD65, IA-2, anti-insulina, ZnT8) e peptídeo C baixo ou indetectável indicam o tipo 1.

Qual é a tríade clássica da cetoacidose diabética?

Hiperglicemia, cetose (cetonemia ou cetonúria) e acidose metabólica com ânion gap elevado.

Por que o potássio deve ser vigiado de perto no tratamento da cetoacidose diabética?

O potássio corporal total está depletado, e a insulina leva o potássio para dentro das células, de modo que o potássio sérico pode cair perigosamente durante o tratamento.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Type 1 Diabetes (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Pâncreas destacado no modelo 3D da Durgical