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Fratura da diáfise da tíbia !

A fratura da diáfise da tíbia é a quebra do meio do osso da canela, muitas vezes com a fíbula; é a fratura de osso longo mais comum e muitas vezes exposta.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Fratura da parte média (diáfise) da tíbia, muitas vezes com fratura da fíbula. É a fratura de osso longo mais comum e frequentemente exposta.

Quem afeta

Frequente após acidentes de trânsito, sobretudo acidentes de motocicleta, comuns na Colômbia, e após esporte e quedas. Homens jovens são os mais afetados.

Causas

  • Trauma de alta energia: acidentes de motocicleta e de carro, pedestres atropelados
  • Lesões por torção no esporte (fraturas espirais)
  • Quedas de altura
  • Fraturas por estresse ou patológicas (menos comuns)

Fatores de risco

  • Uso de motocicleta e exposição ao trânsito
  • Esportes de contato
  • Osteoporose
  • Tabagismo e diabetes (consolidação mais lenta, mais infecção)

Fisiopatologia

A face anteromedial da tíbia fica logo abaixo da pele, por isso as fraturas a perfuram facilmente (fraturas expostas). Sua irrigação no terço inferior é limitada, o que retarda a consolidação. Os compartimentos fasciais justos da perna tornam o edema perigoso.

Classificação

  • Exposta ou fechada
  • Grau de Gustilo-Anderson para fraturas expostas (I, II, IIIA–C)
  • Grau de Tscherne para a lesão de partes moles nas fraturas fechadas
  • Padrão da fratura: transversa, oblíqua, espiral, cominutiva (AO/OTA 42)

Sintomas e sinais

  • Dor intensa na perna após a lesão
  • Incapacidade de apoiar o peso
  • Deformidade, edema e crepitação
  • Ferida com osso exposto nas fraturas expostas

Diagnóstico

Clínico
Inspecionar a pele à procura de feridas, verificar repetidamente pulsos, nervos e compartimentos e avaliar o joelho e o tornozelo. Avaliação do trauma (ATLS) nas lesões de alta energia.
Exames
Exames de sangue pré-operatórios; creatinoquinase e potássio se houver suspeita de síndrome compartimental ou lesão por esmagamento.
Imagem
Radiografias da tíbia e da fíbula em toda a extensão, em duas incidências, incluindo joelho e tornozelo. TC se a fratura se estender a uma articulação; angiografia se houver suspeita de lesão vascular.

Diagnóstico diferencial

  • Fratura do platô tibial
  • Fratura do pilão tibial (tíbia distal)
  • Fratura isolada da fíbula
  • Contusão grave da panturrilha
  • Fratura por estresse

Objetivo do tratamento

Obter a consolidação com comprimento, alinhamento e rotação corretos, prevenir infecção e síndrome compartimental e devolver o paciente à marcha.

Tratamento

Fase aguda
Fraturas expostas: antibióticos intravenosos precoces, profilaxia do tétano, cobertura da ferida e, em seguida, desbridamento e estabilização urgentes.
Conservador
As fraturas fechadas estáveis e bem alinhadas podem ser tratadas com gesso inguinopodálico seguido de órtese funcional.
Cirúrgico
A maioria das fraturas desviadas é fixada com haste intramedular; placas ou fixadores externos são usados em casos selecionados (p. ex., lesão grave de partes moles).
Reabilitação
Fisioterapia e apoio progressivo de peso; a reconstrução de partes moles pode ser necessária nas fraturas expostas.

Complicações

  • Síndrome compartimental aguda
  • Infecção e osteomielite, especialmente nas fraturas expostas
  • Retardo de consolidação, pseudartrose ou consolidação viciosa
  • Dor anterior no joelho após a haste
  • Trombose venosa profunda
  • Lesão de nervo ou de artéria

Prognóstico

A maioria das fraturas fechadas consolida em meses. As fraturas expostas de alto grau consolidam mais lentamente e têm maior risco de infecção, pseudartrose e, raramente, amputação.

Prevenção

  • Segurança viária: capacete e equipamento de proteção para motociclistas, controle da velocidade

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Por que as fraturas da diáfise da tíbia são tão frequentemente expostas?

A face anteromedial da tíbia é coberta apenas por pele e tecido subcutâneo, sem músculo entre eles.

Qual classificação gradua as fraturas expostas?

A classificação de Gustilo-Anderson (tipos I, II, IIIA, IIIB, IIIC), baseada no tamanho da ferida, na contaminação, nas partes moles e na lesão vascular.

Qual complicação deve ser monitorada após toda fratura da diáfise da tíbia?

A síndrome compartimental aguda; a tíbia é sua causa mais comum entre as fraturas.

Qual é a fixação cirúrgica habitual para uma fratura desviada da diáfise da tíbia?

A haste intramedular.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Tibia Diaphyseal Fracture (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2025).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Tíbia destacado no modelo 3D da Durgical