Isquemia aguda do membro !
A isquemia aguda do membro é a perda súbita do fluxo sanguíneo para um membro, em geral por coágulo numa artéria; é uma emergência vascular que ameaça o membro.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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- Artéria femoral
- Artéria poplítea
- Artéria ilíaca externa
- Artéria tibial posterior
- Artéria dorsal do pé
- Artéria femoral profunda
- Artéria tibial anterior
- Artéria fibular
- Tibial anterior
- Nervo fibular comum
O que é
Queda súbita do fluxo sanguíneo para um membro que ameaça sua sobrevivência, geralmente por um êmbolo ou trombo em uma artéria. É uma emergência vascular.
Quem afeta
Sobretudo idosos com fibrilação atrial, cardiopatia ou doença arterial periférica. Na Colômbia, a carga de fatores de risco cardiovascular e, em algumas regiões, a cardiomiopatia chagásica contribuem para os êmbolos cardíacos.
Causas
- Embolia: geralmente de origem cardíaca (fibrilação atrial, trombo mural após infarto do miocárdio, valvopatia) ou de um aneurisma
- Trombose in situ sobre uma placa aterosclerótica
- Trombose de um enxerto de bypass ou de um stent
- Trombose de aneurisma da artéria poplítea
- Trauma ou dissecção arterial
Fatores de risco
- Fibrilação atrial
- Infarto do miocárdio recente ou insuficiência cardíaca
- Doença arterial periférica
- Bypass arterial ou stent prévio
- Tabagismo, diabetes e dislipidemia
- Estados de hipercoagulabilidade
Fisiopatologia
Sem colaterais, os nervos e os músculos toleram mal a isquemia, e a lesão pode se tornar irreversível em horas. Os êmbolos se alojam em pontos de ramificação, como a bifurcação da femoral comum, e atingem um membro sem colaterais, por isso causam isquemia mais grave. A trombose sobre doença crônica costuma ser menos abrupta, porque já existem colaterais.
Classificação
- Categorias de Rutherford: I viável, IIa marginalmente ameaçado, IIb imediatamente ameaçado, III irreversível
- Embólica versus trombótica
- Aguda (menos de cerca de 2 semanas) versus crônica agudizada
Sintomas e sinais
- Os 6 Ps (do inglês): dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), poiquilotermia (membro frio), parestesia e paralisia
- Dor intensa e súbita em um membro, muitas vezes desproporcional aos achados
- Perda de pulsos antes presentes
Diagnóstico
- Clínico
- História do início, ritmo cardíaco e claudicação prévia; pulsos, enchimento capilar, sensibilidade e função motora nos dois membros, além dos sinais do Doppler portátil.
- Exames
- ECG para fibrilação atrial ou infarto; hemograma, coagulograma, função renal, potássio e creatinoquinase.
- Imagem
- Angio-TC ou angiografia por cateter quando não atrasar o tratamento de um membro ameaçado; ecocardiografia depois, para fonte cardíaca.
Diagnóstico diferencial
- Síndrome compartimental aguda
- Trombose venosa profunda com flegmasia
- Dissecção aguda da aorta
- Lesão da medula espinal ou de nervo
- Estado de baixo débito com vasoconstrição periférica
Objetivo do tratamento
Restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo para salvar o membro, prevenir novos coágulos e tratar a causa, manejando a lesão de reperfusão.
Tratamento
- Fase aguda
- Anticoagulação imediata com heparina não fracionada intravenosa, analgesia e avaliação urgente pela cirurgia vascular.
- Cirúrgico
- Embolectomia com cateter-balão, especialmente nos êmbolos; bypass na trombose sobre doença crônica.
- Procedimento
- Trombólise dirigida por cateter ou trombectomia mecânica em membros selecionados viáveis ou marginalmente ameaçados.
- Cirúrgico
- Fasciotomia para síndrome compartimental após a revascularização; amputação para o membro irreversível.
- Clínico
- Anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários a longo prazo e estatinas, conforme a causa.
Complicações
- Perda do membro (amputação)
- Lesão de reperfusão e síndrome compartimental
- Rabdomiólise, hipercalemia e lesão renal aguda
- Morte, muitas vezes por doença cardíaca
- Embolia recorrente
Prognóstico
O resultado depende do tempo até a revascularização e da gravidade; as taxas de amputação e morte continuam significativas, sobretudo porque os pacientes são idosos e cardiopatas.
Prevenção
- Anticoagulação na fibrilação atrial quando indicada
- Controle dos fatores de risco cardiovascular e cessação do tabagismo
- Vigilância dos enxertos de bypass
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Quais são os 6 Ps da isquemia aguda do membro?
Dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), poiquilotermia, parestesia e paralisia.
Qual é a fonte mais comum do êmbolo que causa isquemia aguda do membro?
O coração, especialmente na fibrilação atrial.
Por que a isquemia embólica costuma ser mais grave que a trombótica?
Um êmbolo obstrui uma artéria antes saudável, sem colaterais, enquanto a trombose sobre doença crônica tem colaterais.
Quais achados indicam um membro imediatamente ameaçado?
Perda sensitiva além dos dedos ou qualquer fraqueza muscular (Rutherford IIb), que exige revascularização urgente.
Qual complicação deve ser vigiada após revascularizar uma perna isquêmica?
A síndrome compartimental pelo edema de reperfusão, junto com hipercalemia e rabdomiólise.
Doenças relacionadas
- Doença arterial periférica
- Fibrilação atrial
- Síndrome compartimental aguda
- Aterosclerose e dislipidemia
- Lesão da artéria poplítea
- Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco)
- Trombose venosa profunda
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Peripheral Arterial Disease (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2026).
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