Câncer de esôfago !
O câncer de esôfago é um tumor maligno do tubo que leva os alimentos ao estômago; costuma ser descoberto tarde, quando engolir fica difícil e o peso cai.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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- Esôfago (parte abdominal)
- Linfonodos mediastinais
- Traqueia
- Nervo laríngeo recorrente
- Aorta torácica
- Brônquios principais
- Diafragma
O que é
Tumor maligno do esôfago, principalmente carcinoma epidermoide (ligado ao tabaco e ao álcool) ou adenocarcinoma (distal, originado do esôfago de Barrett após refluxo crônico). Geralmente se manifesta tardiamente, com disfagia progressiva e perda de peso.
Quem afeta
O carcinoma epidermoide predomina no mundo e em grande parte da América Latina; o adenocarcinoma aumentou nos países com mais obesidade e refluxo. É mais comum em homens e idosos e frequentemente é diagnosticado em estágio avançado.
Causas
- Carcinoma epidermoide: lesão repetida da mucosa por tabaco, álcool, bebidas muito quentes e alguns carcinógenos alimentares
- Adenocarcinoma: refluxo crônico que leva ao esôfago de Barrett, depois à displasia e ao câncer
- Acalasia de longa duração ou lesão cáustica (tipo epidermoide)
Fatores de risco
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Bebidas muito quentes e dieta pobre em frutas e verduras
- Esôfago de Barrett e doença do refluxo de longa duração
- Obesidade (adenocarcinoma)
- Sexo masculino e idade avançada
- Acalasia ou estenose cáustica prévia
Fisiopatologia
A lesão repetida leva à displasia e ao câncer invasivo. O esôfago não tem serosa e possui uma rica rede linfática, por isso os tumores se disseminam precocemente para linfonodos vizinhos e mediastinais e invadem a traqueia, os brônquios, a aorta ou o nervo laríngeo recorrente. Como o esôfago se distende, a disfagia só aparece quando a luz está bastante estreitada.
Classificação
- Histologia: carcinoma epidermoide ou adenocarcinoma
- Localização: esôfago torácico superior, médio ou inferior, ou junção esofagogástrica
- Estadiamento TNM
Sintomas e sinais
- Disfagia progressiva, primeiro para sólidos e depois para líquidos
- Perda de peso não intencional
- Dor ao engolir e dor retroesternal
- Regurgitação
- Rouquidão por acometimento do nervo laríngeo recorrente
- Tosse ao engolir (fístula traqueoesofágica)
- Anemia ferropriva ou sangramento
Diagnóstico
- Clínico
- Disfagia progressiva com perda de peso, especialmente em fumante ou etilista ou em alguém com refluxo de longa duração.
- Exames
- A endoscopia digestiva alta com biópsia confirma o diagnóstico e o tipo. Os exames de sangue procuram anemia e avaliam a nutrição. A broncoscopia é usada nos tumores superiores e médios próximos à via aérea.
- Imagem
- A TC de tórax e abdome e a PET-CT estadiam a doença; a ecoendoscopia avalia a profundidade e os linfonodos. O esofagograma baritado pode mostrar um estreitamento irregular.
Diagnóstico diferencial
- Estenose péptica benigna
- Acalasia
- Esofagite eosinofílica
- Câncer da cárdia gástrica
- Compressão extrínseca por massa mediastinal
- Anel ou membrana esofágica
Objetivo do tratamento
Curar a doença localizada com tratamento combinado e, na doença avançada, aliviar a disfagia, manter a nutrição e controlar os sintomas.
Tratamento
- Procedimento
- Ressecção endoscópica para tumores muito precoces e superficiais, e tratamento endoscópico do esôfago de Barrett com displasia.
- Cirúrgico
- Esofagectomia, frequentemente após quimiorradioterapia ou quimioterapia, na doença localmente avançada ressecável.
- Clínico
- Quimioterapia, quimiorradioterapia definitiva (especialmente nos tumores epidermoides) e, em casos selecionados, terapia-alvo ou inibidores de checkpoint imunológico.
- Procedimento
- Paliação: stent autoexpansível para aliviar a disfagia e sondas de alimentação para suporte nutricional.
- Acompanhamento
- Vigilância endoscópica do esôfago de Barrett para detectar displasia precocemente.
- Estilo de vida
- Cessação do tabagismo e do álcool, com suporte nutricional durante todo o tratamento.
Complicações
- Desnutrição e caquexia
- Pneumonia aspirativa
- Fístula traqueoesofágica
- Sangramento
- Fístula ou estenose da anastomose após esofagectomia
- Disseminação para o fígado, os pulmões e os ossos
Prognóstico
Frequentemente ruim, porque a maioria dos cânceres é descoberta tardiamente. Os tumores precoces tratados por endoscopia ou cirurgia têm sobrevida muito maior.
Prevenção
- Evitar o tabaco e limitar o álcool
- Evitar bebidas muito quentes
- Controlar o refluxo e o peso corporal
- Vigilância do esôfago de Barrett conforme as diretrizes
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Quais são os dois principais tipos de câncer de esôfago e onde cada um geralmente se origina?
O carcinoma epidermoide, principalmente no esôfago superior e médio, e o adenocarcinoma, principalmente no esôfago distal.
O que é o esôfago de Barrett?
A substituição do revestimento escamoso normal do esôfago distal por epitélio colunar do tipo intestinal, causada pelo refluxo crônico.
Como progride a disfagia do câncer de esôfago?
Começa com sólidos e progride para líquidos, geralmente com perda de peso.
Qual nervo explica a rouquidão no câncer de esôfago?
O nervo laríngeo recorrente, quando o tumor ou seus linfonodos o invadem.
Qual exame confirma o câncer de esôfago?
A endoscopia digestiva alta com biópsia.
Doenças relacionadas
- Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
- Acalasia
- Câncer gástrico
- Hemorragia digestiva alta
- Pneumonia adquirida na comunidade
- Câncer de pulmão
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Esophageal Cancer (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024).
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