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Síndrome metabólica !

A síndrome metabólica reúne fatores de risco (gordura abdominal, pressão, glicose e triglicerídeos altos, HDL baixo) que elevam o risco de diabetes e infarto.

Atualizado 2026-10-30

Estruturas envolvidas

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O que é

Conjunto de fatores de risco cardiometabólico interligados (obesidade central, pressão arterial alta, glicemia de jejum alta, triglicerídeos altos e HDL-colesterol baixo) que, juntos, aumentam o risco de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.

Quem afeta

Muito comum em adultos no mundo todo e na América Latina, aumentando com a idade, a obesidade abdominal e o estilo de vida urbano sedentário. As estimativas de prevalência diferem conforme a definição usada. Entre 784 universitários de Tunja, Colômbia (idade média de 20 anos), 8,7% preenchiam os critérios harmonizados da IDF.

Causas

  • Obesidade central (visceral)
  • Resistência à insulina
  • Predisposição genética e história familiar
  • Dietas ricas em calorias, açúcar refinado e alimentos ultraprocessados
  • Sedentarismo

Fatores de risco

  • Aumento da idade
  • Excesso de peso com circunferência da cintura aumentada
  • Estilo de vida sedentário e sono inadequado
  • História familiar de diabetes tipo 2 ou doença cardiovascular precoce
  • Síndrome dos ovários policísticos ou diabetes gestacional prévio
  • Medicamentos como antipsicóticos e glicocorticoides de longo prazo

Fisiopatologia

A gordura visceral aumentada libera ácidos graxos livres e adipocinas inflamatórias, e menos adiponectina. Isso causa resistência à insulina no fígado e no músculo, de modo que o pâncreas secreta mais insulina. O fígado produz mais VLDL rica em triglicerídeos e o HDL cai; a hiperinsulinemia, a retenção de sódio e a ativação simpática elevam a pressão arterial, e a disfunção endotelial acelera a aterosclerose.

Classificação

  • As definições variam: NCEP ATP III, International Diabetes Federation (IDF) e os critérios harmonizados de 2009 são os mais usados
  • Critérios harmonizados: 3 ou mais de 5 componentes (cintura, triglicerídeos, HDL, pressão arterial, glicemia de jejum)
  • Pontos de corte comumente usados: triglicerídeos ≥150 mg/dL, HDL <40 mg/dL (homens) ou <50 mg/dL (mulheres), PA ≥130/85 mmHg, glicemia de jejum ≥100 mg/dL, ou tratamento para esses fatores
  • Os pontos de corte da cintura diferem conforme a definição e a população; a IDF exige a obesidade central como critério essencial

Sintomas e sinais

  • Geralmente sem sintomas; detectada em exames de rotina
  • Circunferência da cintura aumentada (obesidade abdominal)
  • Acantose nigricans (pele escura e aveludada no pescoço ou nas axilas)
  • Sintomas de condições associadas: ronco e sonolência diurna, fadiga, sede e micção frequente se surgir diabetes

Diagnóstico

Clínico
Medida da circunferência da cintura, do peso e do IMC, e da pressão arterial; história de dieta, atividade física, sono, tabagismo e história familiar; buscar acantose nigricans. A definição usada deve ser informada.
Exames
Glicemia de jejum (e HbA1c ou teste de tolerância à glicose se limítrofe), perfil lipídico (triglicerídeos, HDL, LDL), enzimas hepáticas para esteatose, creatinina e albumina urinária. Cálculo do risco cardiovascular.
Imagem
Não é necessária para o diagnóstico; ultrassonografia hepática se houver suspeita de esteatose.

Diagnóstico diferencial

  • Síndrome de Cushing
  • Hipotireoidismo
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Dislipidemias familiares
  • Ganho de peso e dislipidemia induzidos por medicamentos (p. ex., antipsicóticos, glicocorticoides)

Objetivo do tratamento

Reduzir o risco a longo prazo de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular diminuindo a gordura abdominal e a resistência à insulina e controlando cada fator de risco.

Tratamento

Estilo de vida
Primeira linha: perda de peso modesta e sustentada, padrão alimentar saudável (p. ex., do tipo mediterrâneo), exercício aeróbico e de resistência regular, melhor sono e cessação do tabagismo.
Clínico
Tratamento de cada componente quando necessário: estatinas para a dislipidemia, anti-hipertensivos (frequentemente IECA ou BRA) e metformina para algumas pessoas com pré-diabetes.
Clínico
Medicamentos antiobesidade, como agonistas do receptor de GLP-1, em pacientes selecionados com obesidade segundo as diretrizes.
Cirúrgico
Cirurgia bariátrica (metabólica) na obesidade grave com comorbidades quando outras medidas não funcionaram.
Acompanhamento
Controles regulares de peso, cintura, pressão arterial, glicemia e lipídios, e avaliação periódica do risco cardiovascular.

Complicações

  • Diabetes tipo 2
  • Doença coronariana, infarto agudo do miocárdio e AVC
  • Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (fígado gorduroso), que pode evoluir para cirrose
  • Doença renal crônica
  • Apneia obstrutiva do sono
  • Gota e síndrome dos ovários policísticos

Prognóstico

Aproximadamente dobra o risco cardiovascular e aumenta muito o risco de diabetes tipo 2, mas é em grande parte reversível: a perda de peso e a atividade física podem melhorar ou eliminar os componentes.

Prevenção

  • Alimentação saudável e limitação de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados
  • Atividade física regular pelo menos moderada e menos tempo sentado
  • Manter peso e circunferência da cintura saudáveis
  • Medida periódica da pressão arterial, da glicemia e dos lipídios em adultos

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Quais são os cinco componentes da síndrome metabólica?

Obesidade central (cintura), triglicerídeos altos, HDL-colesterol baixo, pressão arterial alta e glicemia de jejum alta.

Quantos componentes são necessários segundo os critérios harmonizados de 2009?

Três ou mais dos cinco; a definição da IDF, por sua vez, exige obesidade central mais dois outros.

Qual é o mecanismo fisiopatológico central da síndrome metabólica?

A resistência à insulina, causada principalmente pelo excesso de gordura visceral.

Qual é o tratamento de primeira linha da síndrome metabólica?

Mudança do estilo de vida: perda de peso, alimentação saudável e atividade física regular; acrescentam-se medicamentos para controlar os componentes individuais.

Qual doença hepática está estreitamente associada à síndrome metabólica?

A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (fígado gorduroso), que pode evoluir para esteato-hepatite e cirrose.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Metabolic Syndrome (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2024); Active commuting to and from university, obesity and metabolic syndrome among Colombian university students (BMC public health, 2018) · adaptado, CC BY 4.0.

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