Ataque isquêmico transitório !
O ataque isquêmico transitório (AIT) é um episódio breve semelhante a um AVC que desaparece por completo; é um alerta de alto risco de AVC a curto prazo.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
Toque em uma para ver o que é e abri-la em 3D.
- Artéria carótida interna
- Artéria cerebral média
- Artéria vertebral
- Artéria basilar
- Bifurcação carotídea
- Artéria carótida comum
- Círculo arterial do cérebro (de Willis)
- Artéria oftálmica
- Artéria central da retina
- Artéria cerebral posterior
O que é
Episódio breve de disfunção neurológica focal causado por isquemia do encéfalo, da medula espinal ou da retina, sem infarto nos exames de imagem. É um sinal de alerta: o risco de AVC a curto prazo é alto, por isso é conduzido como emergência.
Quem afeta
O risco aumenta com a idade e com os mesmos fatores de risco vascular do AVC. Hipertensão, diabetes e fibrilação atrial são comuns na Colômbia, e o acesso rápido a exames de imagem varia entre as regiões.
Causas
- Aterosclerose das artérias carótidas ou vertebrobasilares (embolia arterioarterial ou baixo fluxo)
- Cardioembolia, principalmente por fibrilação atrial
- Doença de pequenos vasos (lacunar)
- Menos comuns: dissecção arterial, vasculite, estados de hipercoagulabilidade
Fatores de risco
- Idade avançada
- Hipertensão arterial
- Diabetes
- Dislipidemia
- Tabagismo
- Fibrilação atrial e outras fontes cardíacas de êmbolos
- AVC ou AIT prévio
Fisiopatologia
Um coágulo ou a redução do fluxo priva brevemente de oxigênio um território vascular. O fluxo sanguíneo retorna antes que o tecido morra, por isso os sintomas desaparecem, em geral em minutos. A definição atual é baseada no tecido: se a imagem mostra infarto, o evento é um AVC, qualquer que seja sua duração.
Sintomas e sinais
- Fraqueza ou dormência súbita da face, do braço ou da perna de um lado
- Alteração da fala ou da linguagem (disartria, afasia)
- Cegueira monocular transitória (amaurose fugaz)
- Perda homônima do campo visual
- Vertigem com diplopia, ataxia ou disartria (circulação posterior)
- Resolução completa, geralmente em até uma hora
Diagnóstico
- Clínico
- Baseia-se na história, muitas vezes relatada por testemunhas, pois o exame costuma ser normal. O escore ABCD2 (idade, pressão arterial, características clínicas, duração, diabetes) tem sido usado para estimar o risco precoce, embora as orientações atuais favoreçam avaliação urgente para todos.
- Exames
- ECG e monitorização prolongada do ritmo para fibrilação atrial; glicemia (a hipoglicemia imita o AIT), hemograma completo, lipídios e HbA1c. Ecocardiograma quando se suspeita de fonte cardíaca.
- Imagem
- Imagem encefálica urgente, de preferência RM com sequências de difusão, para pesquisar infarto. Doppler de carótidas, angiotomografia (angio-TC) ou angiorressonância para avaliar as artérias cervicais e intracranianas.
Diagnóstico diferencial
- Hipoglicemia
- Crise epiléptica focal com paresia pós-ictal (de Todd)
- Enxaqueca com aura
- Síncope
- Vertigem periférica
- Transtorno neurológico funcional
Objetivo do tratamento
Encontrar rapidamente a causa e iniciar de imediato a prevenção secundária para evitar um AVC nos dias e semanas seguintes.
Tratamento
- Fase aguda
- Avaliação especializada no mesmo dia, de preferência em ambulatório de AIT de acesso rápido ou unidade de AVC; sintomas persistentes são conduzidos como AVC agudo.
- Clínico
- Terapia antiplaquetária, com dupla antiagregação de curta duração em eventos menores selecionados de alto risco; anticoagulação em seu lugar quando a causa é fibrilação atrial.
- Clínico
- Estatina de alta intensidade, controle da pressão arterial e bom controle glicêmico.
- Cirúrgico
- Endarterectomia carotídea (ou stent em casos selecionados) na estenose carotídea significativa sintomática, idealmente em até duas semanas.
- Estilo de vida
- Cessação do tabagismo, exercício regular, alimentação saudável, consumo limitado de álcool e controle do peso.
Complicações
- AVC isquêmico, mais frequentemente nos primeiros dias
- AIT recorrente
- Infarto do miocárdio e outros eventos vasculares
- Sangramento pelo tratamento antitrombótico
Prognóstico
O risco de AVC se concentra nas primeiras 48 horas a 7 dias. Avaliação rápida e prevenção secundária imediata reduzem esse risco de forma substancial.
Prevenção
- Controle da pressão arterial, dos lipídios e do diabetes
- Não fumar
- Detecção e anticoagulação da fibrilação atrial
- Atividade física regular
Teste seus conhecimentos
Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.
O que separa um AIT de um AVC isquêmico na definição atual baseada no tecido?
A ausência de infarto agudo na imagem; se a RM mostra infarto, é um AVC, qualquer que seja a duração dos sintomas.
O que é amaurose fugaz e para qual artéria ela aponta?
Perda visual monocular transitória, súbita e indolor; sugere êmbolos da artéria carótida interna ipsilateral.
Quando o risco de AVC após um AIT é maior?
Nas primeiras 48 horas a 7 dias, por isso a avaliação e a prevenção secundária são urgentes.
Qual exame à beira do leito deve sempre ser feito para excluir um imitador comum de AIT?
Glicemia capilar, para excluir hipoglicemia.
Qual estratégia antitrombótica substitui os antiplaquetários quando o AIT se deve à fibrilação atrial?
Anticoagulação oral.
Doenças relacionadas
- Acidente vascular cerebral isquêmico
- Fibrilação atrial
- Hipertensão arterial
- Aterosclerose e dislipidemia
- Diabetes mellitus tipo 2
- Estenose da artéria carótida
- Arterite de células gigantes
- Enxaqueca
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Transient Ischemic Attack (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2026).
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