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Fratura supracondiliana do úmero !

A fratura supracondiliana do úmero é uma quebra logo acima do cotovelo, a mais comum do cotovelo na criança; pode lesar a artéria e os nervos próximos.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Fratura do úmero distal logo acima dos côndilos, a fratura do cotovelo mais comum em crianças. A maioria é do tipo extensão, e o fragmento desviado pode lesar a artéria braquial e o nervo mediano ou o interósseo anterior.

Quem afeta

Principalmente crianças pequenas, tipicamente entre cerca de 5 e 7 anos, por quedas de brinquedos de parquinho, camas, árvores ou bicicletas. É uma emergência ortopédica pediátrica frequente nos hospitais colombianos.

Causas

  • Queda sobre a mão estendida com o cotovelo em hiperextensão (tipo extensão, de longe o mais comum)
  • Queda diretamente sobre o cotovelo fletido (tipo flexão, incomum)

Fatores de risco

  • Idade de cerca de 5 a 7 anos
  • Quedas de altura: brinquedos de parquinho, camas elásticas, beliches, árvores
  • Frouxidão ligamentar que permite hiperextensão do cotovelo em crianças

Fisiopatologia

Na criança, o osso supracondiliano fino, entre as fossas do olécrano e coronóidea, é mais fraco que os ligamentos. Na hiperextensão, o olécrano faz alavanca dentro de sua fossa e o úmero se rompe; o fragmento distal desloca-se para trás e a extremidade proximal pontiaguda empurra para a frente, em direção à artéria braquial e ao nervo mediano. O edema pode causar síndrome compartimental do antebraço.

Classificação

  • Tipo extensão (o mais comum) ou tipo flexão
  • Gartland (tipo extensão): I sem desvio; II desviada com cortical posterior íntegra; III completamente desviada; IV instável em flexão e extensão
  • O desvio posterolateral ameaça a artéria braquial e o nervo mediano; o posteromedial ameaça o nervo radial

Sintomas e sinais

  • Dor e edema no cotovelo e recusa em usar o braço após uma queda
  • Deformidade em S do cotovelo nas fraturas desviadas
  • Braço mantido em extensão ou leve flexão
  • Equimose ou enrugamento da pele na frente do cotovelo (espícula anterior)
  • Perda do sinal de OK (flexão do polegar e do indicador) se o nervo interósseo anterior for lesado

Diagnóstico

Clínico
Exame neurovascular cuidadoso e documentado antes de qualquer tratamento: pulso radial, enchimento capilar, cor da mão e função dos nervos interósseo anterior, mediano, radial e ulnar.
Exames
Geralmente não são necessários; a oximetria de pulso ou o Doppler podem apoiar a avaliação vascular.
Imagem
Radiografias AP e lateral do cotovelo: sinal do coxim gorduroso posterior, linha umeral anterior que não cruza o terço médio do capítulo e ângulo de Baumann; às vezes incidências comparativas.

Diagnóstico diferencial

  • Fratura do côndilo lateral do úmero
  • Fratura do epicôndilo medial
  • Luxação do cotovelo
  • Subluxação da cabeça do rádio (pronação dolorosa)
  • Lesão não acidental em criança pequena

Objetivo do tratamento

Restaurar o alinhamento e obter fixação estável, preservar a circulação e a função nervosa e prevenir síndrome compartimental, contratura de Volkmann e cúbito varo.

Tratamento

Fase aguda
Imobilização com tala em posição confortável, sem flexão forçada, analgesia e avaliações neurovasculares repetidas; redução urgente se a mão estiver pálida e sem pulso.
Conservador
Fraturas tipo I (e algumas tipo II estáveis): gesso axilopalmar por algumas semanas.
Cirúrgico
Fraturas desviadas: redução fechada e fixação percutânea com fios sob anestesia; redução aberta se irredutível ou se a artéria precisar ser explorada.
Acompanhamento
Controles pós-operatórios da circulação, da função nervosa e de sinais de aumento da pressão compartimental do antebraço.

Complicações

  • Contratura isquêmica de Volkmann após síndrome compartimental não tratada
  • Lesão da artéria braquial
  • Paralisia nervosa (mais frequentemente do interósseo anterior; também radial e ulnar, incluindo lesão iatrogênica do ulnar por fio medial)
  • Cúbito varo (deformidade em coronha de espingarda) por consolidação viciosa
  • Rigidez do cotovelo e infecção no trajeto dos fios

Prognóstico

Com redução e fixação oportunas, a maioria das crianças recupera a função completa, e a maioria das lesões nervosas se recupera espontaneamente. A síndrome compartimental não diagnosticada pode causar contratura permanente e incapacitante do antebraço e da mão.

Prevenção

  • Supervisão de crianças pequenas em brinquedos de parquinho e camas elásticas
  • Grades de proteção em beliches

Teste seus conhecimentos

Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.

Qual nervo é lesado com mais frequência nas fraturas supracondilianas do tipo extensão?

O nervo interósseo anterior, ramo do nervo mediano: a criança não consegue fazer o sinal de OK.

Qual artéria corre risco em uma fratura supracondiliana do úmero desviada?

A artéria braquial, empurrada pelo fragmento proximal pontiagudo na frente do cotovelo.

O que é a contratura isquêmica de Volkmann?

Fibrose e encurtamento dos músculos flexores necróticos do antebraço após síndrome compartimental não tratada, causando punho e dedos fletidos em garra.

O que descreve a classificação de Gartland?

O desvio das fraturas do tipo extensão: I sem desvio, II cortical posterior íntegra, III completamente desviada.

Qual deformidade resulta da consolidação viciosa de uma fratura supracondiliana?

O cúbito varo, também chamado deformidade em coronha de espingarda.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Supracondylar Humerus Fractures (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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