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Espondilite anquilosante !

A espondilite anquilosante é uma artrite inflamatória crônica da coluna e das sacroilíacas; causa dor e rigidez nas costas e pode fundir a coluna.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Artrite inflamatória crônica da coluna e das articulações sacroilíacas, da família das espondiloartrites, que pode fundir a coluna. Hoje é frequentemente chamada de espondiloartrite axial radiográfica.

Quem afeta

Geralmente começa no fim da adolescência ou no início da idade adulta, antes dos 45 anos. A forma radiográfica é mais comum em homens. O diagnóstico costuma atrasar anos porque a dor lombar inicial é tomada por dor mecânica.

Causas

  • Inflamação imunomediada das ênteses (onde ligamentos e tendões se inserem no osso)
  • Forte associação genética com o HLA-B27
  • Acredita-se que desencadeantes intestinais e outros microbianos contribuam

Fatores de risco

  • HLA-B27 positivo
  • História familiar de espondiloartrite
  • Sexo masculino
  • Psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte anterior associadas
  • Tabagismo (associado a dano estrutural mais grave)

Fisiopatologia

A inflamação começa nas ênteses e nas articulações sacroilíacas, com edema da medula óssea e erosões. A cicatrização produz osso novo: sindesmófitos fazem pontes entre as vértebras ao longo da parte externa do anel fibroso e dos ligamentos longitudinais, e as articulações facetárias e sacroilíacas se fundem. A fusão completa produz a coluna em bambu; a coluna rígida e osteoporótica fratura facilmente.

Classificação

  • Espondiloartrite axial radiográfica (espondilite anquilosante): sacroiliíte visível na radiografia
  • Espondiloartrite axial não radiográfica: inflamação na RM ou características clínicas sem alterações radiográficas
  • Os critérios de classificação (ASAS; Nova York modificados para a forma radiográfica) servem para pesquisa, não para diagnosticar um paciente individual

Sintomas e sinais

  • Lombalgia inflamatória: início insidioso, duração de mais de três meses, piora com o repouso e melhora com o exercício
  • Rigidez matinal com duração de mais de cerca de 30 minutos; dor noturna que acorda o paciente na segunda metade da noite
  • Dor glútea alternante por sacroiliíte
  • Perda progressiva da mobilidade da coluna e postura encurvada (cifose)
  • Entesite (dor no calcanhar ou no tendão do calcâneo), artrite periférica ou dactilite
  • Uveíte anterior: olho vermelho e doloroso com fotofobia (a manifestação extra-articular mais comum)
  • Expansibilidade torácica reduzida e fadiga

Diagnóstico

Clínico
Lombalgia inflamatória em adulto jovem, mais o exame: teste de Schober modificado (classicamente aumento menor que 5 cm na flexão anterior), expansibilidade torácica reduzida, distância occipúcio-parede e inclinação lateral lombar. Escores de atividade como BASDAI e ASDAS acompanham a doença.
Exames
PCR e VHS podem estar elevadas, mas frequentemente são normais. O HLA-B27 apoia o diagnóstico, mas não é necessário nem suficiente. O fator reumatoide é negativo.
Imagem
A radiografia da pelve mostra sacroiliíte (esclerose, erosões, fusão); a radiografia da coluna mostra sindesmófitos, quadratura das vértebras e coluna em bambu. A RM das articulações sacroilíacas detecta inflamação precoce (edema da medula óssea) antes das alterações radiográficas.

Diagnóstico diferencial

  • Lombalgia mecânica
  • Hiperostose esquelética idiopática difusa (DISH)
  • Artrite psoriásica ou artrite da doença inflamatória intestinal
  • Sacroiliíte infecciosa, incluindo brucelose ou tuberculose
  • Osteíte condensante do ílio

Objetivo do tratamento

Controlar a dor, a rigidez e a inflamação, manter a postura e a mobilidade da coluna, prevenir o dano estrutural e tratar a doença extra-articular.

Tratamento

Reabilitação
Exercício regular e fisioterapia para postura, mobilidade da coluna e respiração são um pilar em todas as fases.
Estilo de vida
Cessação do tabagismo e educação; atenção ao risco de fratura e à saúde óssea.
Clínico
Os AINEs são a classe de primeira linha e são mantidos quando controlam os sintomas. Glicocorticoides sistêmicos não são usados para a doença axial; os DMARDs sintéticos convencionais ajudam apenas na artrite periférica.
Clínico
Terapia biológica, inibidores do TNF ou da IL-17, quando a doença continua ativa apesar dos AINEs; os inibidores de JAK são outra opção. Antes, faz-se o rastreamento de tuberculose, um passo importante na Colômbia.
Cirúrgico
Cirurgia em pacientes selecionados: artroplastia de quadril para quadris destruídos, osteotomia corretiva para cifose fixa grave e estabilização de fraturas da coluna.

Complicações

  • Fratura da coluna após trauma leve, frequentemente instável e com lesão medular
  • Osteoporose
  • Deformidade cifótica fixa
  • Uveíte anterior recorrente
  • Insuficiência aórtica e distúrbios da condução cardíaca
  • Doença pulmonar restritiva e fibrose pulmonar apical

Prognóstico

Doença para toda a vida, de evolução variável. Muitos pacientes mantêm boa vida profissional; diagnóstico precoce, exercício e medicamentos modernos reduzem os sintomas, e os biológicos melhoram a função e a qualidade de vida. Sexo masculino, tabagismo, PCR elevada e sindesmófitos já presentes predizem progressão mais rápida.

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Quais características distinguem a lombalgia inflamatória da lombalgia mecânica?

Início antes dos 45 anos, início insidioso, melhora com o exercício, sem melhora com o repouso e dor noturna, frequentemente com rigidez matinal prolongada.

Qual alelo HLA está fortemente associado à espondilite anquilosante?

HLA-B27. Apoia o diagnóstico, mas não basta por si só, pois muitas pessoas saudáveis o carregam.

O que o teste de Schober modificado mede?

A flexão lombar: o aumento da distância entre marcas na pele sobre a coluna lombar ao inclinar-se para a frente. Um aumento pequeno (classicamente menor que 5 cm) sugere restrição.

Qual é a manifestação extra-articular mais comum da espondilite anquilosante?

Uveíte anterior aguda: olho vermelho e doloroso com fotofobia.

Qual é a classe de fármacos de primeira linha na espondiloartrite axial?

AINEs. Se a doença continuar ativa, acrescentam-se biológicos como inibidores do TNF ou da IL-17.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Ankylosing Spondylitis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2023).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

Superfícies da articulação sacroilíaca destacado no modelo 3D da Durgical