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Endometriose !

A endometriose é uma doença crônica em que um tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora dele, sobretudo na pelve; causa dor e infertilidade.

Atualizado 2026-10-29

Estruturas envolvidas

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O que é

Doença inflamatória crônica e estrogênio-dependente em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, sobretudo no peritônio pélvico, nos ovários e nos ligamentos uterossacros. Causa dor pélvica e infertilidade.

Quem afeta

Afeta mulheres e meninas em idade reprodutiva; estimativas amplamente citadas giram em torno de uma em cada dez. O diagnóstico frequentemente atrasa anos porque a dor é normalizada, um atraso também descrito na América Latina.

Causas

  • Menstruação retrógrada com implantação no peritônio (teoria de Sampson)
  • Metaplasia celômica das células peritoneais
  • Disseminação linfática ou vascular
  • Fatores imunológicos, genéticos e epigenéticos
  • Implantação em cicatrizes cirúrgicas (por exemplo, após cesariana)

Fatores de risco

  • Parente de primeiro grau com endometriose
  • Menarca precoce, ciclos curtos, menstruações intensas ou longas
  • Nuliparidade
  • Obstrução do fluxo menstrual (anomalias müllerianas)
  • Índice de massa corporal baixo

Fisiopatologia

Os implantes ectópicos respondem aos hormônios cíclicos, sangram e desencadeiam inflamação, liberação de prostaglandinas, crescimento de fibras nervosas e fibrose. As aderências distorcem a pelve e as tubas, e formam-se endometriomas ovarianos («cistos de chocolate»). O ambiente peritoneal inflamado prejudica a função do óvulo, do espermatozoide e do embrião, e a dor crônica pode sensibilizar o sistema nervoso.

Classificação

  • Endometriose peritoneal superficial
  • Endometrioma ovariano
  • Endometriose profunda (infiltrando os ligamentos uterossacros, o septo retovaginal, o intestino, a bexiga ou os ureteres)
  • Doença extrapélvica (por exemplo, cicatrizes da parede abdominal, diafragma, pleura)
  • Os sistemas de estadiamento incluem os estádios I–IV da ASRM e o #Enzian; os critérios variam e o estádio se correlaciona mal com a dor

Sintomas e sinais

  • Menstruação dolorosa (dismenorreia), frequentemente progressiva e com início antes do sangramento
  • Dispareunia profunda
  • Dor pélvica crônica
  • Dor ao evacuar (disquezia) ou ao urinar, frequentemente cíclica
  • Infertilidade
  • Ao exame: nódulos uterossacros dolorosos, útero retrovertido fixo ou massa anexial; algumas mulheres não têm sintomas

Diagnóstico

Clínico
História típica e exame pélvico; muitas diretrizes hoje aceitam o diagnóstico clínico e o tratamento empírico. A laparoscopia com biópsia dá o diagnóstico definitivo e permite tratar no mesmo ato.
Exames
Teste de gravidez; nenhum exame de sangue a confirma (o CA-125 pode se elevar, mas não é específico).
Imagem
A ultrassonografia transvaginal mostra os endometriomas e, nas mãos de especialistas, a doença profunda; a RM mapeia a endometriose profunda antes da cirurgia.

Diagnóstico diferencial

  • Doença inflamatória pélvica
  • Adenomiose
  • Cisto ou torção ovariana
  • Síndrome do intestino irritável
  • Síndrome da bexiga dolorosa (cistite intersticial)
  • Gravidez ectópica (dor aguda)

Objetivo do tratamento

Aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e a fertilidade e limitar a progressão, com um plano baseado nos sintomas, na idade e no desejo de gravidez.

Tratamento

Clínico
AINEs para a dor, além de supressão hormonal de primeira linha com contraceptivos hormonais combinados ou progestágenos (orais, injetáveis ou intrauterinos).
Clínico
Segunda linha: agonistas ou antagonistas do GnRH, geralmente com terapia hormonal add-back para proteger o osso; inibidores da aromatase em casos selecionados.
Cirúrgico
Excisão ou ablação laparoscópica dos implantes, adesiólise e cistectomia para endometriomas; a doença profunda é manejada por equipes multidisciplinares (coloproctologia, urologia).
Procedimento
Reprodução assistida (como FIV) para a infertilidade, planejada com especialistas em reprodução.
Reabilitação
Fisioterapia do assoalho pélvico, cuidado multidisciplinar da dor e apoio psicológico para a dor crônica.

Complicações

  • Infertilidade
  • Dor pélvica crônica e sensibilização central
  • Aderências; obstrução intestinal ou ureteral
  • Ruptura de endometrioma; redução da reserva ovariana (também após cirurgia)
  • Risco discretamente maior de alguns cânceres de ovário (de células claras, endometrioide)

Prognóstico

Crônica e recidivante até a menopausa; os sintomas frequentemente voltam após suspender os hormônios ou após a cirurgia. A maioria melhora com o tratamento, e muitas conseguem engravidar, naturalmente ou com reprodução assistida.

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Quais são os sintomas clássicos da endometriose?

Dismenorreia, dispareunia profunda, dor pélvica crônica e infertilidade.

Qual é a teoria mais citada sobre como a endometriose começa?

A menstruação retrógrada (Sampson): células endometriais refluem pelas tubas e se implantam no peritônio pélvico.

O que é um endometrioma?

Um cisto ovariano revestido por endometriose e cheio de sangue antigo, chamado «cisto de chocolate».

Qual procedimento dá o diagnóstico histológico definitivo?

A laparoscopia com biópsia das lesões.

Quais são os tratamentos hormonais de primeira linha?

Contraceptivos hormonais combinados ou progestágenos, com AINEs para a dor.

Doenças relacionadas

Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.

Fontes: Endometriosis (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2026).

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Modelo representativo, apenas para fins educativos.

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