Lesão do plexo braquial !
A lesão do plexo braquial é o dano à rede de nervos que vai do pescoço ao braço, geralmente por estiramento; causa fraqueza e dormência no braço.
Atualizado 2026-10-29
Estruturas envolvidas
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- Raízes do plexo braquial
- Troncos do plexo
- Fascículo medial
- Divisões do plexo
- Fascículo lateral
- Fascículo posterior
- Nervo musculocutâneo
- Nervo axilar
- Nervo supraescapular
O que é
Dano à rede de nervos formada pelas raízes C5–T1 que inerva o membro superior, geralmente por tração. Os padrões clássicos são a paralisia de Erb (plexo superior, C5–C6) e a paralisia de Klumpke (plexo inferior, C8–T1).
Quem afeta
Em adultos, a maioria das lesões ocorre após trauma de alta energia, sobretudo acidentes de moto, uma causa importante na Colômbia e na América Latina. Em recém-nascidos, a lesão obstétrica ocorre após partos difíceis, especialmente com distocia de ombro.
Causas
- Tração por separação forçada entre cabeça e ombro (quedas de moto, quedas sobre o ombro)
- Abdução forçada do braço acima da cabeça, estirando o plexo inferior (agarrar-se a um apoio durante uma queda)
- Tração obstétrica durante o parto (distocia de ombro, parto pélvico)
- Ferimentos penetrantes, fratura da clavícula, luxação do ombro, tumores ou radiação
Fatores de risco
- Condução de motocicleta
- Esportes de contato (stingers ou burners)
- Macrossomia, diabetes materno e distocia de ombro (lesão obstétrica)
- Radiação prévia na axila ou no pescoço
Fisiopatologia
A tração pode estirar o nervo (neuropraxia), romper os axônios (axonotmese), romper o nervo (neurotmese) ou arrancar as raízes da medula espinal (avulsão), que não se repara sozinha. A lesão do plexo superior (C5–C6) enfraquece os abdutores e rotadores laterais do ombro e os flexores do cotovelo. A lesão do plexo inferior (C8–T1) enfraquece os músculos intrínsecos da mão; a avulsão de T1 pode lesar a cadeia simpática e causar síndrome de Horner.
Classificação
- Erb-Duchenne (superior, C5–C6, às vezes C7): postura em gorjeta de garçom
- Klumpke (inferior, C8–T1): mão em garra, às vezes com síndrome de Horner
- Lesão total (de todo o plexo): braço flácido e insensível
- Pré-ganglionar (avulsão de raiz) versus pós-ganglionar (ruptura ou estiramento)
- Graus de lesão nervosa de Seddon ou Sunderland
Sintomas e sinais
- Erb: braço pendente em adução e rotação medial, cotovelo estendido, antebraço pronado, punho fletido (gorjeta de garçom)
- Klumpke: mão em garra com fraqueza dos músculos intrínsecos e dormência na face ulnar do antebraço e da mão
- Ptose, miose e anidrose do mesmo lado se T1 estiver envolvida (Horner)
- Dor em queimação (neuropática) no braço, típica da avulsão de raiz
- Em recém-nascidos: movimento reduzido de um braço e reflexo de Moro assimétrico
Diagnóstico
- Clínico
- Mapeamento motor e sensitivo detalhado por raiz, tronco e fascículo. Fraqueza do serrátil anterior (escápula alada), dos romboides ou sinal de Horner apontam para lesão pré-ganglionar. O sinal de Tinel ao longo do plexo é acompanhado ao longo do tempo.
- Exames
- Eletromiografia e estudos de condução nervosa, geralmente após algumas semanas; potenciais sensitivos preservados em uma área insensível sugerem avulsão de raiz.
- Imagem
- Radiografias da coluna cervical, do ombro, da clavícula e do tórax (hemidiafragma elevado sugere acometimento do nervo frênico). A RM ou a mielotomografia procuram pseudomeningoceles por avulsão de raiz; angiografia se houver suspeita de lesão vascular.
Diagnóstico diferencial
- Lesão medular
- Radiculopatia cervical
- Lesão isolada de nervo periférico (axilar, radial, supraescapular)
- Ruptura do manguito rotador ou luxação do ombro
- Amiotrofia nevrálgica (síndrome de Parsonage-Turner)
- Fratura da clavícula ou do úmero causando pseudoparalisia (em recém-nascidos)
Objetivo do tratamento
Recuperar as funções mais úteis (flexão do cotovelo, estabilidade do ombro, sensibilidade da mão), controlar a dor e prevenir contraturas.
Tratamento
- Fase aguda
- No trauma, o atendimento inicial segue os protocolos de trauma: via aérea, controle de hemorragia, proteção da coluna cervical e reparo de lesões vasculares.
- Acompanhamento
- As lesões fechadas por estiramento geralmente são observadas com exames seriados e eletromiografia, pois muitas se recuperam ao longo de meses.
- Cirúrgico
- Cirurgia nas lesões abertas, avulsões ou falha de recuperação: reparo nervoso, enxertos de nervo, transferências nervosas e, mais tarde, transferências tendíneas ou musculares livres; o momento importa porque os músculos perdem a capacidade de reinervação.
- Reabilitação
- Fisioterapia e terapia ocupacional para manter as articulações móveis, prevenir contraturas e retreinar a função; nos bebês, os pais aprendem exercícios suaves de amplitude de movimento.
- Clínico
- Medicamentos para dor neuropática, como anticonvulsivantes ou antidepressivos das classes usadas na dor neuropática.
Complicações
- Fraqueza ou paralisia permanente do braço
- Dor neuropática crônica
- Contraturas articulares e deformidade do ombro (contratura em rotação medial em crianças)
- Diferença de comprimento ou tamanho do membro na paralisia obstétrica
- Impacto psicológico e ocupacional
Prognóstico
Depende do nível e do tipo de lesão. A maioria das paralisias de Erb neonatais se recupera bem nos primeiros meses. As lesões do plexo superior se recuperam melhor que as inferiores, e as avulsões de raiz não se recuperam sem cirurgia.
Prevenção
- Capacetes, equipamento de proteção e segurança no trânsito para motociclistas
- Reconhecimento e manejo da distocia de ombro nas salas de parto
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Pense na resposta e toque na pergunta para vê-la.
Quais raízes são lesadas na paralisia de Erb, e que postura ela produz?
C5–C6 (tronco superior). O braço fica pendente em adução e rotação medial, com o cotovelo estendido e o antebraço pronado: a postura em gorjeta de garçom.
Quais raízes são lesadas na paralisia de Klumpke, e quais são seus principais sinais?
C8–T1 (tronco inferior). Mão em garra com fraqueza dos músculos intrínsecos, dormência no lado ulnar e, se T1 estiver envolvida, síndrome de Horner.
Por que a síndrome de Horner sugere uma lesão grave do plexo braquial?
Significa que a raiz T1 foi lesada perto da medula espinal, danificando fibras simpáticas; isso frequentemente indica avulsão de raiz pré-ganglionar.
Qual mecanismo causa a maioria das lesões do plexo braquial em adultos na América Latina?
Lesão por tração de alta energia, tipicamente um acidente de moto que força a separação entre cabeça e ombro.
Doenças relacionadas
- Lesão medular
- Fratura da clavícula
- Luxação do ombro
- Síndrome do desfiladeiro torácico
- Radiculopatia cervical
- Fratura proximal do úmero
- Escápula alada
- Lesão do nervo axilar
- Ruptura do manguito rotador
Informação educativa, não é aconselhamento médico. Diante de um sintoma, consulte um profissional de saúde.
Fontes: Brachial Plexus Injuries (StatPearls (NCBI Bookshelf), 2026).
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